Enfim...
Escrevi isso quando PRECISAVA desabafar e a única pessoa que poderia me oferecer algum consolo não podia ser visitada. Eu estava boiando na aula, vi a folha e a caneta e nem pensei duas vezes: escrevi o que sentia para poder não desabar (coisa que acabei fazendo de qualquer jeito).
Bem, aqui está o que eu escrevi:
No minuto, estou sentindo duas dores - ambas emocionais. Tais dores foram provocadas pelo mesmo fator.
Ontem à noite, eu fiquei pensando que as coisas ruins às vezes acontecem para nos mostrar coisas boas que podem vir. A única coisa que eu espero é que esse momnto ruim não piore. Eu não peço por mim, mas por uma pessoa que não merecia estar na condição em que se encontra.
Como é desagradável a sensação de impotência. Não podemos fazer nada! O máximo seria uma ligada para a pessoa, consolnado-a.
E a outra dor seria a indignação a qual me encontro para com as pessoas. Elas são egoístas e hipócritas demais para eu não ver. Não se incomodam com nada além do próprio umbigo. "danem-se os outros! Quem se importa? Não é comigo mesmo." Às vezes, eu gostaria de ter nascido uma mosquinha. Como a vida seria mais fácil. Mas não posso, não se quiser colocar um sorriso no rosto de alguém diariamente. Essas pequenas coisas me consolam.
Os seres humanos não merecem o que têm. Eles (e eu me incluo no grupo) são burros demais para amar. Hoje em dia, qualquer um pode dizer "eu te amo". Quem nós realmente amamos? A resposta pode ser encontrada nas nossas ações diante de algo maior.
Nossa, acho que se eu fizesse isso naquele dia, eu teria uma epifania. Estava muito "p" da vida.
Isso é o que eu não gosto na minha vida: quando estou bem, tudo está ÓTIMO. Mas, quando as coisas desandam, vem tudo de uma vez. Dá vontade de pedir as contas e não ligar mais para nada. Eu só não faço isso porque sei que machucaria pessoas muito importantes para mim. Além disso, não podemos nos demitir das nossas vidas. Se pudéssemos, ia ser muito... estranho.
do svidaniya, Clara Ferreira