sexta-feira, 19 de março de 2010
Declaração
segunda-feira, 15 de março de 2010
As ironias Da Interpretação Das Palavras
Estou postando isso apenas como uma observação: as pessoas dizem que não gostam de falar disso, mas eu digo: É MENTIRA!!!! ELAS A-M-A-M FALAR DE TAL ASSUNTO.
Mas, então, por que elas apresentam tanto desdém/martírio/raiva/tristeza ao falar daquilo??? Simples: elas gostam de falar, mas odeiam o assunto. É tão complicado de se entender??? Ok, confesso que demorei para entender isso direito, mas mesmo assim, quando você avalia, não é tão ruim assim. As coisas tem a importância que damos a elas e se você tratar algo como se fosse o centro do universo, cedo ou tarde você vai estar vivendo em favor daquilo. Não podemos deixar de viver nossas vidas por algo ou por alguém.
Não estou dizendo aqui para sermos egoístas e dizer "não" a tudo o que nos pedem, mas temos que aprender a nos colocar em primeiro lugar de vez em quando. Mas, não podemos aprender a ter uma coisinha chamada "equilíbrio"??? Shakespeare disse uma vez "não importa o quanto você se importe. Algumas pessoas simplesmente não se importam". Uau, o cara sabia, ou não sabia das coisas???
segunda-feira, 8 de março de 2010
Meus Devaneios
Em si, o salão não era grande. Parecia um restaurante. O piso do chão era carpete de madeira e as paredes eram revestidas por um veludo avermelhado que era realçado pela luz fraca. O teto, também de madeira, mas muito simples. Possuía tábuas que o suportava (ainda mais considerando que estivéssemos no subsolo). Fui olhando à minha volta e logo percebi que eram dois andares. No primeiro, uma quantidade de quinze a vinte mesas redondas (acho) foram espalhadas pelo ambiente. Todas ocupadas. Estavam cobertas por toalhas compridas brancas e tinham à sua volta uma quantidade que variava de duas a oito cadeiras. Todas de madeira e almofadadas. O tom era o do mesmo vermelho das paredes. As pessoas riam alto e falavam coisas que julgavam ser engraçadas. No entanto, nenhuma parecia se importar com o barulho que a mesa vizinha fazia. Elas pareciam tão confinadas em suas próprias conversas e assuntos que nem ligavam para as outras.
Havia luz, um lustre fraco com inúmeras velas bem no centro do salão clareava um pouco as coisas, mas não era apenas essa iluminação que dispúnhamos. Em cima de cada mesa havia também um castiçal com três velas. Não deixava de ser romântico.
Além disso, também no primeiro andar, bem na frente do salão (o que significava à direita da porta), existia um palco. Não era grande e o que separava do resto do salão era apenas um degrau – revestido de veludo avermelhado. No entanto, ele era... bonito. Tinha uma cadeira solitária e um microfone à sua frente.
Depois, vi que Sara e seus amigos estavam indo em direção à pequena escada escondida nos fundos do primeiro andar. Acompanhei-os. Enquanto o fazia, notei que algumas pessoas me olhavam de canto de olho. Senti um calafrio na espinha quando um menino de cabelo “multicolorido” deu uma risadinha para mim. Ele se virou quando olhei para ele, mas não rápido o bastante para eu deixar de ver a cor de seus olhos. Eram cor de âmbar.
Sara me pegou pelo braço e me fez subir a escada mais rápido.
- Não o provoque.
Não entendi muito bem.
- Como assim? – Perguntei, com uma das minhas sobrancelhas erguidas. – Era ele quem estava olhando para mim.
- E você acha que isso aqui importa? – Perguntou. – Aqui não é mais o seu bairro, Grace.
- T-tá. – Vou confessar: aquele aviso me assustou um pouco. O que eu deveria esperar exatamente de um lugar daquele então?
Chegamos ao segundo andar. Era melhor aqui. Não havia tanta gente e a luz era até melhor, pois estávamos mais perto do lustre. O segundo andar ia até as proximidades do palco. Era como se fosse um camarote sem divisões. O número de mesas havia caído para dez, ou até menos.
Sara e seus amigos foram em direção a uma mesa que ficava exatamente em frente ao palco. Vi que estava escrito (em alto relevo) em um cartão ao lado do castiçal “reservado”.
Quando viu que não havia tomado lugar, Sara virou-se para trás até me achar.
- Não vai se sentar? – Perguntou séria.
- Bom, eu...
Nisso Gabriel me deu um sorriso.
- Tudo bem, Grace. A cadeira não morde – brincou.
Tentei sorrir com aquilo, mas saiu mais como uma careta.
Aproximei-me mais da mesa e tratei de me sentar.
Assim que o fiz, ainda dei uma olhada à minha volta. O ambiente era lindo mesmo. Foi quando notei que, bem à minha frente existia um bar. Me senti um em filme de cabaré naquele momento. Sara viu meu interesse.
- Se quiser ir até lá, Grace, pode ir – falou.
- Hun? – Falei. – Ah, não, não. Vou esperar um garçom – admiti.
Depois, ouvi um risinho por toda a mesa. Sara soltou um suspiro e depois me puxou para mais perto.
- Aqui não há garçons, Grace – disse. – As mesas decidem o que querem, depois alguém vai até lá pedir – explicou.
- Oh. Que estranho não? – Minha pergunta casual soou mais comentários do que eu imaginava.
Sara respirou fundo de novo.
- Este é um lugar para se ouvir covers, recitar poemas e fazer apresentações. Não acha que seria um pouco incômodo se sombras de pessoas e pedidos passassem por você enquanto você vê um poema deprimente sendo recitado?
Abri a boca para responder, mas mesmo assim. Sara tinha certa razão em suas palavras. Eu sempre achara incômodo quando estava prestando atenção na TV, no filme do cinema, ou até mesmo em qualquer apresentação e vinha alguém e passava na frente, me fazendo perder o fio da meada.
- Entendo – disse por fim. – Mas, como fazem quando querem pedir algo e estão no meio de algo no palco? – Desta vez, fui esperta o bastante para perguntar em voz baixa para, apenas, Sara.
Ela deu uma risada, mas sua resposta foi mais gentil do que as duas últimas.
- O bar é fechado dois minutos antes das apresentações começarem e é aberto só quando há um intervalo entre elas e/ou quando terminam.
Assenti.
- Por isso, Grace, se quiser algo, é melhor ir pedir.
Neguei com a cabeça.
- Mas, que horas as apresentações começam? – Perguntei.
Sara deu de ombros.
- Depende – falou. – Todo o primeiro andar já chegou e só faltam algumas mesas para encher, mas não creio que venham mais muitas pessoas.
- E, quantas vêm em média?
- Acho que hoje a casa lota. É seção cover, então muitos querem assistir ou participar.
Levantei uma sobrancelha.
- Covers de quem?
Sara deu um sorriso largo.
- Beatles – falou. – É uma noite especial, por isso acho que está cheio e por isso acho que virão muitas pessoas, mas ainda está cedo – acrescentou.
- Como assim? Que horas começa?
Sara olhou para o relógio.
- Dentro de cinqüenta minutos – admitiu. – São só 00:10 ainda. Tem tempo.
- Você acha que isso é cedo? – Perguntei incrédula.
- Hey, as apresentações demoram em média uma hora e ainda tem o intervalo. Além disso, ninguém vai embora logo depois das apresentações. Antes das três da manhã não saímos daqui – ela sorria como se aquilo fosse algo de bom. Aquela garota não sabe que tínhamos aula no dia seguinte?
- Mas, se você quiser ir embora antes, eu e você vamos – senti a tristeza em seus olhos e em sua voz quando falou isso.
- Hun? Ah, tudo bem. Vamos... esperar o decorrer da noite. – Achei que aquela seria a melhor coisa para se dizer em uma situação como aquela.
Sara soltou um meio sorriso e percebi que não teria outra coisa vinda dela com relação àquilo. Tratei de encarar novamente o palco. A cadeira e o microfone ainda estavam ali. No entanto, agora tinha também uma luz azul. Era bonita. Hipnotizante. Fiquei pensando em que tipo de poemas eram recitados ali e que tipo de apresentações Sara estava se referindo. Voltei a olhar para ela. Agora ela ria de algo que Gabriel havia dito. Era estranho vê-la tão sorridente. Principalmente, depois de tudo o que eu sabia. No fundo, acho que sentia mais pena dela do que qualquer outra coisa. E eu sabia que ela não conversava sobre tudo com ninguém. Lembrei-me da minha promessa. Eu ajudaria Sara Owl.
Olhei mais uma vez à minha volta e constatei algo que me fez sorrir para o nada: aquele salão era como Sara. A princípio, parece sombrio e frio (como os olhos daquele cara que me encarou ainda pouco), mas depois que você o analisa melhor, vê que é como a luz azul do palco. Fascinante."
do svidaniya, Clara Ferreira
segunda-feira, 1 de março de 2010
Sozinho ≠ Exilado
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Calma Ambulante
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Os Anjos Em Nossas Vidas
Eu sou grata pela minha vida, eu sou grata pela minha família e eu sou grata pelo o que tenho. Mas, o mais importante de tudo: eu sou grata pelos meus amigos.
Quem nunca teve (ou quis ter) um amigo sincero? Confesso que comecei a ter AMIGOS em 2008. Até lá, eram só colegas. Importantes, não nego, mas não tanto quanto o vínculo que criei com as pessoas a quem tenho a maior honra de chamar de amigos.
Eles nos protegem, eles nos ajudam e eles nos fazem sorrir. Precisamos deles para nossas vidas. (agora, vou começar a ser um pouco egoísta e falar o que os meus amigos fazem comigo).
- eles me fazem sorrir diante das coisas;
- eles me consolam quando eu preciso;
- eles me dão um choque de realidade quando acham que é necessário;
- eles me ensinam coisas;
- eles me fazem pagar micos (ou King Kongs, dependendo da situação);
- eles me inspiram;
- eles me fazem pensar sobre muitas coisas;
- eles me divertem;
- eles me estressam (e muito às vezes);
- eles me fazem querer ver filmes os quais eu não tinha o menor interesse desde então;
- eles me fazem sempre querer ser uma pessoa melhor.
Bom, eu podia encher isso de coisas, mas essas foram só as que me vieram na cabeça agora.
Vou confessar uma coisa: eu preciso dos meus amigos. Não sei se tanto quanto eles precisam de mim, mas eu sei que eu preciso deles. Não preciso, no entanto, estar com eles o tempo todo (embora não nego que amo e guardo todos os momentos que passo ao lado deles), mas eu preciso que eles saibam que estão comigo, aonde quer que eu vá.
Podemos estar brigados, mas eu não vou deixar de amá-los por causa disso. Eles são mais importantes do que uma briga.
Podemos estar sem nos ver há duas semanas, ou há anos (exagerei, mas isso não é impossível). Eu sei que ainda vou pensar neles com o mesmo carinho e amor do que quando nos víamos frequentemente (e espero que isso seja recíproco).
Podemos estar separados por léguas, situações, nações, etc... mas eu ainda vou sentí-los bem pertinho de mim, pois nossa amizade é maior do que qualquer infinito que possam colocar entre nós.
A todas as minhas melhores amigas (Gabi, Thaís, Danúbia, Ana e Fernanda) dedico este post. Eu amo muito vocês. Por favor, não se esqueçam disso.
