domingo, 23 de maio de 2010

What If...

Você já se perguntou "como seria se..."
Pergunta cretina essa. Aposto que sim. Todos nós já nos perguntamos como seria se algo (não) tivesse acontecido.
Mas, precisamente, eu acho que nem todos se perguntaram "como seria se eu não existisse?" ou "como seria se eu não fosse eu?".
Eu já.
Não que eu não queria existir nem nada disso... gosto do jeito que sou, até. Mas, não nego que fico curiosa.
Eu vejo em alguns filmes e séries o personagem tendo uma visão de "um mundo sem ele" e fico me imaginando como seria se isso acontecesse comigo.
Volto a dizer: não estou reclamando da minha vida. Ela é muito boa e eu gosto de como eu a levo. Gosto de quem está comigo, gosto das coisas que tenho, gosto até dos imprevistos que acontecem ao longo dela... eles são suportáveis. Aturáveis eu diria.
Mas, mesmo assim, eu não deixo de ficar pensando às vezes "como seria se eu não existisse?" Será que mais alguém já fez esse "exercício de epifania"? (acho que depois dessa ficou constatado que vejo muitos filmes e séries). Eu queria saber...
Eu até imagino... mas com isso, vem outra pergunta na minha mente "será que seria mesmo assim? Não seria diferente?"
São respostas que eu imagino ter algum dia...

do svidaniya, Clara Ferreira

Confessions Episode I - An Unexpected Surprise

Eu disse que aqui ia ser um lugar para confissões, então... here I go (/o/)
Tá, é o seguinte... eu não estou com a menor vontade de estudar, quero (desesperadamente) fazer uma "band session", terminar de ver Jigoku Shoujo e Gakkou No Kaidan (ultimamente tenho ficado viciada em animes hihi) e começar a ver Supernatural, ler minhas fics pendentes e continuar a escrever minhas histórias...
Sim, eu sei, eu tenho que fazer todas essas coisas inúteis. Oras, eu gosto de fazer isso. Eu sei que se eu não ficasse todas as tardes na casa da minha vó (onde não tem computador, muito menos Internet #sad) eu estaria na Internet e minhas notas seriam uma droga (fato). Eu também sei que eu me perco no tempo quando têm pessoas legais conversando comigo no MSN e quando eu fico lendo e escrevendo... quando eu olho no relógio BUM! "PQP" eu penso "já estou aqui todo esse tempo?"
O que me conforta é que eu não sou a única...e eu acho que sou até "comportada". Tenho uma bff que vararia umas 10 horas no computador sem a menor preocupação. Eu não sou de fazer isso (mas não quer dizer que eu nunca tenha feito, a questão é... tal façanha pra mim foi rara).
Isso, embora não faça bem pra nossa saúde (meus olhos muitas vezes vermelhos e meus dedos doendo que o digam) é...bom. Agente se sente mais perto de quem está longe.
Ex: há um mês atrás eu comecei a conversar com uma Jones que não mora na mesma cidade que eu.
Ex²: eu tenho conhecidos no Recife... temos que admitir. A Internet facilita a comunicação entre as pessoas que estão longe. No entanto, as que estão perto, e que não sabem como usar um twitter, um orkut e um MSN, não sobrevivem .-. Elas acabam sendo afastadas e deixadas de lado, não por maldade ou porque queremos, mas pelo fato de que nos sentimos mais confortáveis quando falamos com uma dúzia de pessoas que não podem ser vistas ao vivo e a cores naquele momento do que quando estamos falando com uma só de verdade.
Somos seres estranhos, não? Agente deixa de falar com alguém íntimo que está perto e que pode nos dar um abraço para falar com muitas pessoas que estão longe e que não podem fazer nada além de criar a idéia em nossa mente de "como essa pessoa é realmente?"

Uau... o que era pra ser um post que representasse o tédio do meu sábado se tornou em uma espécie de "auto anásile" O.O #weird
Anyways... tenho que estudar agora. Essa semana vai ser tensa (em especial Terça, Quinta e Sexta). Desejem que eu "quebre a perna" =)

do svidaniya, Clara Ferreira

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A Good Feeling =)

É aconchegante...
Não sei ao certo como explicar, mas eu gosto de me sentir acolhida.
Para que isso aconteça, não preciso de muito.
Tem que ter um cheiro (de preferência café... AMO cheiro de café). Daí, haveria uma brisa fria que faria eu me encolher. Eu teria até a roupa perfeita (e meus momentos extremamente detalhistas se afloram). Seria uma blusa lisa, branca de algodão de manga comprida e um abrigo azul marinho confortável. Acho que não preciso dizer que a essa altura do campeonato eu estaria em casa e sozinha.
Voltando ao foco... o cheiro viria da cozinha. Eu tomaria uma xícara de café puro. Gosto até de tomar com leite, mas prefiro puro no frio...me deixa mais alegre e serena.
Eu sou assim: no verão eu A-M-O tomar café com leite e mais umas 8 ou 10 gotas de adoçante. Sim eu sei que vou ter problemas de saúde com isso, mas eu gosto de café doce... Não me critiquem, por favor.
Do lado de fora, estaria nevando. Eu estaria em NYC (meu sonho *-----*) e moraria em um prédio maravilhoso.
Depois que a minha xícara estivesse cheia (e perfeitamente adocicada) eu subiria as escadas (seria um apartamento a cada dois andares... o que eu posso dizer??? Sonhar não custa) e entraria na minha sala. Como me vejo uma escritora, eu penso em ter um lugar em minha casa dedicado ao meu trabalho. Ele teria as paredes pintadas de branco e vários quadros. De frente para a porta, a mesa de mogno (imitação de mogno, tá, gente???) abrigaria um iMac, cadernos, anotações aleatórias, alguns livros e três porta-retratos. Um meu, sozinha, outro de minha mãe comigo e com os meus avós e outro com minhas melhores amigas no mundo enquanto nós éramos adolescentes.
Em cima, pendurado na parede, haveria cartões postais e vários recados e bilhetes. Todos eles escritos a mão e com fontes diferentes... Os papeis, nenhum deles idênticos, embora não estivessem em seu melhor estado, estavam conservados e todas as vezes que eu os via, me lembrava de coisas ótimas... coisas que ficaram para trás e que eram guardadas com muito carinho em minha memória.
Nas paredes ao lado da mesa estariam estantes. Cada uma delas recheada de livros e cadernos. Seriam também de madeira e teriam um estilo único, porém característico.
Eu sento na cadeira - muito confortável por sinal - que está em frente à mesa e tiro o computador do modo de espera. Um sorriso em meu rosto quando eu termino de dar um gole em minha xícara e dirijo meus olhos à tela. Uma mensagem nova.

Estou com saudades. Te amo, minha linda. ♥

Do svidaniya, Clara Ferreira

domingo, 16 de maio de 2010

Incrivel Como O Tempo Voa...

- Olá. Quer ir ao baile da escola comigo?
- Claro! Vamos no de formatura também?
- No de formatura? Mas ainda está tão longe.
- Claro que não! Estamos namorandó há dois anos.
- Dois anos? Namorando?
- Sim. Antes de você me pedir em casamento há cinco anos, namoramos dois anos, querido.
- Casamos? Isso está, de fato, rápido demais pro meu gosto.
- Ah, francamente, você diz isso agora. Mas e quando me levou à Espanha nas nossas bodas de 10 anos, era "eu te amo e eu não acredito que demorei tanto tempo pra dizer isso!".
- Do que estamos falando? Já estamos casados?
- Sem tempo para discussões. Eliana tem que ir ao balé e você tem que pegar o Geogie no judô em menos de meia-hora.
- Eliana? Georgie? Quem são esses?
- Seus filhos, bobinho. Dá pra acreditar que ele já se formou em Direito e ela realizou seu primeiro transplante de coração semana passada?
- O quê?
- Shhh... fale baixo, que seu neto está dormindo.
- Espere um pouco!
- Não dá tempo. Joãozinho precisa de ajuda com a lição de casa.
- Joãozinho?
- Sim. Seu neto que virou nadador profissional e que vai nadar nas Olimpíadas de 2012. Bobo.
- Nadador profissional?
- Não mais. Esqueceu que a mãe dele, Eliana, ficou doente e ele teve que se aposentar e tomar conta dela?
- Eliana está doente?
- Claro que não! Isso foi há uns três anos. Agora ela está em sua segunda lua-de-mel com Paulo, seu marido.
- Chega! Estou enlouquecendo com essa conversa!
- E não é pra menos... você esqueceu de tomar seu remédio para pressão e coração. Não me adimira que esteja delirando.
- Delirando? Não estou delirando.
- O que? Desculpe. Deixei meu aparelho de audição em cima da mesa da cozinha esta manhã e não estou te ouvindo direito, querido.
- Hun? Do que estávamos falando mesmo?
- Não sei. Acho que tinha algo a ver com a Júlia, nossa bisnetinha linda.
- O que? Ai, meu coração.

...a vida passa rápido. Que tal aproveitá-la enquanto podemos? Dica =)))

do svidaniya, Clara Ferreira

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Morram, borboletas!

Eu me odeio.
Ok, dramático demais.
Eu odeio o fato de eu não conseguir odiar algo. Pronto, melhorou.
Se a razão e a emoção tivesse qualquer tipo de ligação uma com a outra, já ajudaria. No entanto, ficou constatado que elas seraim opostas...
A razão fala alguma coisa e comanda o ser por um tempo... um tempo apenas. A emoção, de alguma forma mágica (e muito perturbadora) assume o controle da situação depois que esse "um tempo" acaba e ferra tudo. Que lindo.
Eu quero me esquecer. Juro que quero. Juro que não quero me sentir bem por alguns minutos e um lixo por horas seguidas... eu quero alguém que me valorize e que me trate do jeito que eu mereço. Eu não quero ter que fingir.
Eu quero que ele sorria ao olhar para mim (e que isso me faça sorrir de volta). Eu quero que ele me abrace sem eu ter que pedir, eu quero que ele faça eu me sentir valorizada e eu quero que ele seja o cara.
Eu não quero ficar com cara de besta quando o estou ouvindo falar algo pra mim. Eu não quero que ele chame a minha atenção (mesmo estando do outro lado da multidão) e eu não quero que ele me trate como a melhor amiga da história...
Só uma vez, umazinha que fosse, eu queria ser tratada como a garota. A menina que é surpreendida por ele, a menina que chora quando ele se declara (pra ela, óbvio) e a menina que termina a história dando/recebendo um beijo.
Agora, voltando a realidade, vamos ver como eu sou tratada: eu sou aquela que tem as borboletas no estômago e fica quieta (porque o personagem da garota já foi escalado), eu sou aquela que sempre é deixada no banco ouvindo música (exatamente como foi encontrada) e eu sou aquela que sempre escreve esse tipo de coisa no blog dela... tenso, eu sei.

do svidaniya, Clara Ferreira

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Garotos Também Ficam Nervosos Nos Encontros...

Eu estava prestes a pular da janela. Juro. Se não fosse pelo meu medo imenso de alturas (somado ao fato de estar no 10º andar), eu teria me atirado.
Ok, acho que esse não seria um bom plano. Se eu pulasse, Bruna chegaria e se encontraria na seguinte situação: a sala de estar da casa de sua mãe coberta com pétalas de rosas; uma mesa de jantar com a comida favorita dela (e também a única que a toupeira aqui sabe preparar), espaguete com molho de tomate; e, para finalizar, um quarto com um zilhão de velas aesas e uma cama muito convidativa a um casal.
Respirei fundo pela milionésima vez e olhie no espelho que ficava perto do hall (de novo). Ajustei a gola da minha camisa polo e balancei a minha cabeça para "ajeitar" meu cabelo castanho escuro.
- Você tá bonito, cara - menti. O que raios eu tinha na cabeça quando deixei que Verônica separasse minha roupa? A camisa pinicava, e tinha um botão que vivia desabotoando, a calça era (muito) mais apertada do que eu estava acostumado e o sapato... ai, ai. Eu devia ter usado meu Converse preto ao invés disso aqui.
Olhei no relogio em meu pulso. Oito e dez da noite.
- Ela não vem - disse a mim mesmo.
De repente, ouço as portas do elevador e um girar de chaves. Passos. E eram passos que eu conhecia. Rapidamente, antes que Bruna abrisse a porta, tratei de apagar as luzes e me esconder atrás da mesa de jantar.
- Tom? Thomas? - Perguntou Bruna, fechando a porta e passando a chave. - Você tá aqui? - Ela foi andando no escuro e quando acendeu a luz, se surpreendeu.
Como havia voltado da aula de Francês, Bruna carregava alguns cadernos (que foram despejados quando ela se deparou com o cenário). Ela colocou uma das mãos em seu rosto e gaguejou.
- T-thomas? - Agora era a minha deixa. Tratei de me levantar de onde estava e dei meu melhor sorriso.
- Gostou? - Perguntei. Minha saliva tentava se acumular na minha boca (como sinal de nervosismo), mas eu a ficava engolindo. Ainda bem que Bruna não havia reparado nisso.
Ela foi andando até mim, ainda com o rosto tapado.
- Foi você que fez isso? - Perguntou, olhando em volta. - Tudo isso por mim?
Abracei-a e dei um beijo em sua testa. Acho que senti arrepios da parte dela.
- Você merece - admiti. Ela se virou para mim e me beijou. Pegou meus cabelos da nuca e me puxou para mais perto. Nossa, eu amo quando ela faz isso. Abracei-a pela cintura e, naquela hora, me dei conta de que aquele nervosismo todo valeu a pena, pois a noite seria mais do que especial. Seria a primeira de muitas que nós dois teríamos juntos.

do svidaniya, Clara Ferreira

domingo, 9 de maio de 2010

Sonhos...

Ela não sabia o que fazer. E nem o que dizer.
Ela o conhecia não há muito tempo, mas isso não bastava... já havia um bom tempo que o sorriso dele a deixavao tonta.
O olhar trocado por eles parecia que não ia acabar nunca. Ele estava sério e intrigado; ela estava tímida e isegura. Cada um com suas dúvidas sobre aquilo.
Ela já o havia visto várias vezes... ele não teve essas mesmas oportunidades. De qualquer jeito, quando botou pela primeira vez seus olhos azuis cristal nela, sentiu como se estivesse no paraíso. "Como alguém pode ser tão linda?" Pensou. "Aquele sorriso é único. Esse corpo é escultural e que cabelo loiro perfeito...ela é perfeita". Sua mente não processava mais nada além da imagem dela.
Já com ela foi diferente... ela o havia visto quatro anos atrás e para ela foi como outro cara qualquer. Era bonito, mas não do estilo "uaaaaaaaau". A beleza dele foi algo que ela foi aprendendo a apreciar, adimirar e contemplar... quando deu por si, já estava babando quando ouvia seu nome, olhava uma foto dele e já se sentia uma verdadeira tola quando a risada dele chegava aos seus ouvidos.
Ele foi, aos poucos, se aproximando e ela também. Quando estavam a menos de um metro de distância, os dois sorriram um para o outro. Notaram que estavam sendo observados por terceiros, mas não ligaram para isso. Estavam em sua bolha particular... um lugar secreto que não pertencia a ninguém além dos dois. Um refúgio criado por eles mesmos. Localização: os olhos um do outro.
- Oi - disse ele. Ela sorriu e deixou o pescoço à mostra, desviando o olhar.
- Oi - falou, acanhada. Ela mordera o lábio e o encarou de frente mais uma vez. Já mensionei que ela amava o fato de ele ser mais alto que ela? Bem, ela amava. Se sentia protegida dessa maneira. Sentia que, quando ele a abraçava, nada e nem ninguém podia lhe fazer mal. Ele era seu porto seguro.
- Não esperava te encontrar aqui... tão cedo - acrescentou o garoto, ainda sem tirar o sorriso do rosto e com a mão bagunçando seus cabelos cacheados.
Ela sacudiu a cabeça.
- Deixa disso - falou. - Você me chamou no fim das contas - lembrou-lhe.
Ele riu e ela se sentiu nas nuvens. Na realidade, aquela não era a risada favorita dela. Era apenas uma amostra, uma demonstração modesta e discreta.
- Vamos? - Perguntou o garoto, dando o braço a ela. Ela o segurou e começaram a andar.
Depois de alguns sengundos em silêncio eles pararam e ele disse - olhando nos olhos dela.
- Eu queria te falar uma coisa - confessou. Agora estava sério e parecia criar coragem para dizer o que quer que fosse da melhor maneira. Respirou fundo e segurou nas mãos dela (que estavam suando frio). - Primeiro de tudo, você é linda e eu te acho uma garota incrível. Em tudo por tudo.
Depois daquela confissão ela não se conteve. Teve que perguntar.
- O que quer dizer com isso? - Quis saber a garota.
Ele sorriu e soltou um riso no ar. Outro tributo à risada favorita dela.
- Eu quero dizer que você é engraçada, esperta, prestativa, carinhosa e muito, mas muito especial pra mim - confessou. E depois passou as costas de seus dedos em uma das bochechas dela. Isso a fez corar e desviar seu olhar do dele.
- Sério? - Perguntou, olhando para o chão. E depois olhou para ele. - Acha mesmo que eu sou tudo isso?
Ele ficou sério. Seus olhos tomaram uma postura de determinação. Parecia que ele queria mostrar a ela, de alguma forma, de que ele realmente falava a verdade.
Chegou mais perto. Abraçou-a pelos ombros e beijou e acariciou o topo de sua cabeça, sentindo o doce cheiro de seu cabelo. Isso o fez sorrir.
- Eu já sabia que você ia ser especial na minha vida desde que te vi pela primeira vez - confessou, sorrindo com a lembrança que lhe veio à mente (a de ele olhando para o que julgava ser a menina mais bonita do mundo). - Só não podia imaginar que seria tanto assim.
Ele a soltou do abraço e olhou em seus olhos castanho e emocionados.
- Eu não podia imaginar que meus pensamentos iriam se tornar um - confessou. - Não sabia que minha vida ia se resumir a você e não tinha a menor idéia de que você era essa pessoa maravilhosa que é.
Ela estava contendo as lágrimas de felicidade. Nunca fora de chorar, mas diante daquela declaração não podia se deixar tocar. Agradeceu mentalmente pela maquiagem ser à prova d'água.
- Eu...
- Deixe-me terminar - pediu ele. Ela concordou com a cabeça e ele suspirou. - Sinceramente, não sei ao certo o que sinto por você - adimitiu. - Não sei se é paixão, atração, amor... mas eu posso dizer, com todas as letras e a certeza do mundo, que não trocaria esse momento com você por nada no mundo. Hoje e agora, você é a coisa mais importante do mundo pra mim e mesmo que não seja recíproco, eu quero que saiba que o que eu sinto por você é algo que eu nunca senti por ninguém.
Ela estava sem falas. Havia pensado em algumas coisas para dizer, mas depois daquilo... tudo o que ele dissera a ela era exatamente o que ela sentia por ele também.
- Pode falar agora, se quiser - falou ele.
Ela sorriu e repirou fundo algumas vezes.
- Tudo o que você acabou de me dizer - ela agora secava as lágrimas e olhava para ele - é exatamente o que eu sinto. Não sei se esse sentmimento que tenho por você um dia vai mudar, mas mesmo que isso aconteça, eu vou guardá-lo e me lembrar dele e de você do mesmo modo que faço hoje. Com muito zelo e muita ternura - confessou.
Ela pegou em sua mão e ele a beijou docemente.
O resto... foram se aproximando cada vez mais... ela ficou na ponta do pé e ele se abaixou um pouco. O nariz dele entrou em contato com o dela e isso fez com que ambos sentissem arrepios nas espinhas. Os lábios dele eram tão bons para ela quanto os dela eram doces para ele e à medida que ela ia segurando sua nuca e puxando-o mais perto de si, ele ia envolvendo ela pela cintura. As línguas dos dois brincavam juntas e eles estavam ofegantes quando tiveram que romper o beijo. Ambos condenaram o fato de precisarem respirar nesse momento.
Ficaram um tempo em silêncio, recuperando o fôlego. Foi quando ele disse.
- Vai ser minha? - Perguntou. - Mesmo que não dure e...
Ele não terminou a frase. Não precisou. Estava escrito nos olhos dela que ela havia entendido.
Ela sorriu para ele e se aproximou. Abraçou-o pela cintura e fechou os olhos antes de responder.
- Independente de durar ou não, eu quero não só ser sua, mas também que você seja meu.
Foi então que ela olhou para ele, que sorria do jeito que a levava para as nuvens.
Ele a beijou de novo e no meio dos vários selinhos falou a seguinte frase:
- Isso vai durar... para sempre... tanto no meu... quanto no seu coração... e também... nas nossas vidas e memórias.
E se beijaram de novo.
Em algum lugar, não muito longe dali, a versão original de Always On My Mind tocava e podia ser ouvida pelo casal. Eles riram. Desta vez, ele riu pelo fato de que a música parecia que fora escolhida pelo destino para eles. E ela pelo fato de que aquela era a risada que ela amava e a contagiava. Sempre que ouvia aquela risada, sentia vontade de rir junto e parecia que todos os seus problemas estavam há quilômetros de distância.
Ela apenas esperava ouvir aquela risada, sentir-se protegida pelos braços dele, se arrepiar com seu toque, corar com suas palavras e viver sensações únicas com seus beijos com muita frequência no futuro.

do svidaniya, Clara Ferreira