sexta-feira, 20 de agosto de 2010

E Depois Ainda Tem Gente Que Me Fala Que Não Gosta De Abraços

Quero um alguém pra mim assim.

Capítuto 56:

Sara:

Cheguei a minha casa mais de quatro da tarde. Não avistei nenhum Toyota enquanto passava pela garagem e isso só me animou ainda mais. Subi logo para o meu quarto e fechei a porta. Sabia que ele estava bagunçado, então me joguei logo na cama. Encarei o teto por algum tempo e me dei conta do que eu ia fazer o restante do dia: um banho e depois ver um filme afundada no sofá comendo salgadinhos de queijo (meus favoritos).

Estava tirando o tênis e indo em direção ao banheiro quando ouvi algumas batidas na porta.

­- Sara? – Reconheci a voz de Matt do outro lado e me aproximei sem dizer nada. – Tudo bem? Tá se sentindo melhor?

Normalmente eu apenas daria uma resposta seca ou trancaria a porta e não falaria com ninguém, mas meu estado de espírito estava tão bom que eu poderia falar normalmente com Matt. Então, eu coloquei a mão na maçaneta e abri a porta. Ele estava lá, me encarando sem jeito.

- Oi – ele soltou um sorriso. – Tirou a maquiagem?

Desviei o olhar e soltei uma risada.

- Eu gostei assim – admitiu (coisa que me fez corar).

- Valeu – respondi.

Ficamos em silêncio por alguns segundos. Eu encarava o chão e ele olhava para os cantos. Foi então que ouvi ele dizer algo com seu tom que extrema sinceridade.

- Ela gostou do livro?

Congelei. Então estava com ele esse tempo todo, pensei.

- Você esqueceu ele da última vez que esteve na Califórnia – respondeu Matt, como se tivesse acabo de ouvir meus pensamentos. – Achei que... pudesse ajudar de alguma forma.

- Como você... Como sabia que eu...

- Sara, eu te conheço – falou. – Moramos juntos quando éramos crianças dos seus seis aos seus dez anos antes de você vir pra cá – lembrou. – Desde ontem, quando a Anne falou sobre “passar um tempo com a mãe” eu sabia que você ia hoje ver a tia Gisele.

Pisquei duas vezes.

- Eu... Ãn... Eu...

E então, Matt abriu totalmente a porta (aproveitando meu estado de choque) e me envolveu em um abraço terno. Não fiz nada para que ele se afastasse, mas também não correspondi. Apenas fiquei parada recebendo o carinho.

- Eu não quero ver você sofrer, Sara – confessou. – Eu quero ver você sorrir e ser a pessoa maravilhosa que eu sei que você é.

Enquanto ele falava, o seu perfume invadia meu corpo e eu me deixei afundar naquele peitoral definido enquanto fechava meus olhos para melhor ouvir cada palavra dele. Além disso, o tamanho de Matt me fazia sentir uma pessoa tão “inha”. O queixo dele batia no alto da minha cabeça e suas mãos preenchiam minhas costas.

- Eu vou estar sempre aqui – prometeu. – Eu sei que sou um primo horrível, que você queria que eu não estivesse aqui, mas mesmo que você não queira, quando eu sentir que você precisa de mim, eu vou estar com você.

As palavras dele me davam, junto com a vontade de chorar, algo que eu não sentia desde que saí do internato: segurança. Matt nunca havia sido carinhoso comigo. E, de repente, ele se comportava como... a melhor pessoa do mundo.

- Matt, eu...

- Não diz nada – interrompeu. – Sara, eu só quero te proteger – Ele me apertou ainda mais contra seu peito e beijou o alto da minha cabeça. Quando fez isso, um arrepio percorreu minha espinha e eu tive alguns formigamentos no estômago (seriam as tais das borboletas, talvez?)

Nesse momento então, não sei por quê, eu passei os meus braços por seu corpo e a pressioná-lo contra mim. Abaixei ainda mais a cabeça e me encolhi um pouco para que ele me abraçasse ainda mais forte (sim, eu estava correspondendo ao Matt).

- Não vou te deixar – continuou. – Você não vai estar sozinha.

Eu inspirei novamente aquele perfume doce e suave enquanto as palavras dele me vinham aos ouvidos e quando dei por mim, estava sorrindo que nem uma retardada.

- Vou te proteger, Sara. E sempre que alguém te machucar, ou que você se sentir mal, eu vou fazer você se sentir melhor. Eu vou te curar.

O tom de voz do Matt era como o de uma pessoa muito zelosa e cuidadosa. Era como se ele não fosse o meu primo retardado que só me fazia passar vergonha o resto da vida. Era como se ele fosse apenas um cara que se preocupa comigo e quer o meu bem.

- Você é a minha Sara e eu só quero o seu bem. Ninguém vai te machucar enquanto eu estiver aqui.

Quando ele me soltou, eu me dei conta de que estava quase sem ar. Ele segurou as minhas mãos e eu abri meus olhos. Ele me fitava sério. Suas íris azuis metálicas me encaravam com uma intensidade tremenda.

- Por que agente não pede uma pizza e vê um filme? – Propôs. – Eu cheguei e tinha um bilhete do seu pai dizendo que ele vai voltar tarde hoje. – Agora ele sorria como quem dizia “podemos fazer uma festa e seu pai nunca vai saber”.

Raspei a garganta para responder (ainda tentando assimilar o que tinha acabado de acontecer).

- Eu... estava pensando mais em salgadinhos de queijo e chocolates – confessei.

O sorriso de Matt aumentou.

- Eu vou preparar tudo lá embaixo e te espero, ok?

Concordei com a cabeça e antes de Matt soltar minhas mãos e descer, ele se inclinou e abaixou para me dar um beijo na bochecha.

- Não demora, minha linda. Somos só eu e você e não precisa de muita coisa.

E enquanto ele se afastava e me deixava plantada em frente à porta do meu quarto com um coração acelerado, as borboletas no estômago e uma respiração ofegante, eu me sentia diante de um mar de emoções que eu nunca havia sentido antes.

Claro que eu já havia ficado, namorado e me sentido atraída por alguns meninos antes, mas nada, nunca, se comparou ao que tinha acabado de acontecer. O abraço de Matt me abalara de um jeito que fazia minhas mãos tremerem só de pensar nele. Aquele cheiro, aquele corpo, aquele toque, aquelas falas, aquele beijo...

Uma coisa é certa, disse a mim mesma depois de retomar a consciência e já debaixo do chuveiro, você não vai prestar atenção no filme.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pessoas Neurastêmias São Complicadas

Não contarei como foi a viagem. Minto. Não contarei como foram as partes ruins da viagem. Contarei quais foram as boas:

Vi Barney pela primeira vez em muito tempo. Eu chorei.
Ganhei uma jaqueta nova (*-*).
Comprei Tentada.
Tirei muitas fotos interessantes (do meu ponto de vista).
Descobri o que dar para MJ de Natal (hihi).

E é isso.

do svidaniya, Clara Ferreira

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Por Que 48 Horas Não Podem Passar Rápido???

Boa tarde :D
Aiai, hoje o dia vai ser muito tenso. Inclusive, tenho uma boa notícia: para a felicidade de voc~es, vou sumir por uns três dias daqui (EEEEEEEEEEEEEE).
Minha escola vai fazer uma escursão até São Paulo e eu vou. Vai ser bate-e-volta (chega, fica na feira, almoça, vai para o programa Altas Horas, janta, vem ambora), mas eu vou chegar aqui só 5ª de manhã e vou postar algo só na 5ª (ou se me conheço, acho que na 6ª mesmo).
O lado bom: eu escrevi tudo o que precisava para a minha história, então, estou com 126 páginas recém-adquiridas (hihi). Somado a isso, talvez amanhã eu veja Barney no shopping enquanto minha turma janta. Ainda temos que combinar direito... mas, na pior das hipóteses, ela vem pra cá no fim do mês, então, o que são duas semanas pra quem está sem se ver a quase um mês??? EU aguento...

Enfim, eu só tenho agora que fazer minha mala e me preparar psicologicamente para ficar mais de 24 horas (seguidas) com o povo da minha escola... Se eu conseguir fazer isso, escrever os capítulos da Sara será algo muito mais fácil.
A professora de Espanhol disse que era bom se levássemos as nossas câmeras, mas eu vou ser honesta aqui: tenho medo de roubarem a Joanna =(
Enfim, vou-me. Quero zapear um pouco na Internet ainda, arrumar meu quarto, ver TV, tomar banho, ir para o inglês e voltar. Tenho malas para fazer também...

do svidaniya, Clara Ferreira

PS: só uma coisa me deixa bem chateada nisso tudo... ontem eu não consegui passar minha história para MJ ler T.T mas, tudo bem... ainda faço aquele ser ler minha história rsrs =333

domingo, 15 de agosto de 2010

Casamento = Escovas De Dente Dividindo O Banheiro (?)

Ontem eu passei cerca de 90% da tarde sozinha... Vi alguns EPs de Gossip Girl que estavam enterrados e esquecidos nas pastas do Phillip, cheguei ao auge de 120 páginas da minha história (e fiquei entalada por falta de informação e motivação para começar um capítuo novo) e ouvi Danny Elfman. Eu gostei. Muito.
No entanto, permitam que eu esclareça algo aqui: embora eu goste de ficar sozinha (muitas vezes), eu gosto de ficar sozinha e ter algo para me ocupar. Se eu ficar sozinha e não ter nada pra fazer, aí a coisa vira um caos.
Quando eu fico sem nada pra fazer, eu começo a pensar e se eu começo a pensar, eu começo a falar sozinha e a ver as coisas de um modo que elas não são, da forma que eu me dou conta disso só depois e isso me deprime (cedo ou tarde). Sem contar o bônus: leves pontadas de dor na cabeça.
Então, qual a solução que eu tenho para mim mesma??? Bom, eu desenvolvi algumas:

Se eu ficar sozinha e eu tiver que fazer coisas como tarefa, estudar ou praticar violão, eu vou e faço isso. E, ironicamente, para me distrair de mim mesma e de meus pensamentos, eu acabo me concentrando em mim memsa e no que eu estou fazendo.
Agora, se eu ficar sozinha e eu não tiver realmente nada pra fazer, daí eu: dou uma volta, tomo um banho, tento escrever ou banco a verdadeira cara-de-pau e ligo pra alguma das minhas amigas na esperança de que elas tenham algo para me falar e que possamos ficar conversando por um bom tempo.
Eu nem conto ouvir música, pois ouvir música (em especial com o Louis) me ajuda a devanear. E, como eu sou um ser que tem grande dificuldade em manter os pés no chão e me focar no que a coisa é realmente... misturar música comigo não é algo que dá certo quando estou sozinha.

E sabem de uma coisa? Eu me pergunto se será sempre assim.
Eu me imagino daqui a alguns anos com um cara legal, talvez já com meus três filhos (sim, quero três mesmo) e exercendo a profissão que eu desejo e gosto. No entanto, eu não me imagino morando com esse cara. Com os filhos, sim, mas com ele não.
Eu não quero morar com meu namorado (que ainda não apareceu na minha vida). Cansa, dá trabalho e desgasta MUITO a relação. Quando você começa a morar junto, as coisas começam a desandar. Uma tampa de privada erguida aqui, uma bola de cabelo no box do banheiro ali, uma maneia estranha de lavar a louça aqui, um lugar disputado na sala de TV ali e quando vê, um está indo passar um tempo num hotel até arrumar um lugar novo pra morar.
Por isso que eu falo: eu quero me casar, mas eu quero morar em casas separadas. Nem quero tentar morar junto com meu marido. Ele teria a casa dele e eu teria a minha. Passearíamos, sairíamos pra jantar, nos encontraríamos um na casa do outro, poderíamos até combinar de um ir dormir na casa do outro às vezes... mas, por favor, que as nossas escovas de dentes não dividam um espaço no banheiro permanentemente.
E tem outra: eu não sei como é morar com um homem. Meu pai saiu de casa quando eu tinha 6 anos e eu me desacostumei totalmente com o fato de dividir um teto com um elemento masculino.
Bom, isso é o que eu penso.

do svidaniya, Clara Ferreira

sábado, 14 de agosto de 2010

She Said She Likes To Dance All By Herself Cos She's A Party Girl (8)

Gente, eu tô aérea hoje... fato.
Acordei eram umas 11e20 e como vou ter que ficar hoje o dia todo na casa da minha vó, decidi levantar e já arrumara a casa. Limpei meu quarto, lavei a louça, dobrei a manta da sala, abri a casa e todo o escambau a quatro.
Agora eu me encontro aqui, para poder falar para os meus leitores (que não se apresentam para eu saber que há ou não alguém aqui) como foi a festa de ontem.

Eu adorei a festa de ontem. Havia uma árvore de maçãs do amor *-*. o ambiente era a coisa mais linda do mundo, as minhas amigas estavam lá pra gente convrsar, dançar, rir e se divertir muito. E isso sem falar do DJ... Ele tocou umas músicas MUITO BOAS pra gente dançar *O* (Party Girl já valeu a noite, meninas HAHAHAHAHAHAHAHA).
Claro que, quando você vai pra uma festa, você sempre cria esperanças quanto às pessoas, à forma de ser tratada, às músicas e todo o resto.

Eu prometo que vou postar algo que preste até o fim de semana, mas eu tenho agora que arrumar as coisas para eu ir para a casa da minha vó. Quero ficar lá e escrever (unhas curtas facilitam MUITO isso). Daí eu volto e quero ver se consigo falar com Barney hoje =333 sinto saudades.

do svidaniya, Clara Ferreira

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sunkissed Trampoline

Diário de uma adolescente:

Sexta-feira 13

Tá aí uma coisa que não entendo... o número 13 é o número da dúvida, o que quer dizer que ele pode representar tanto a boa sorte quanto o azar... por que então falar que sexta-feira 13 é um dia ruim? Só por causa do filme? Eu, hein...

Enfim, fico MUITO feliz que hoje tenha chegado. Finalmente é a festa da Thats Poynter e eu vou dançar muito *o*

Claro que, sempre acontecem coisas que me deixam pra baixo nessas horas... como o fato de eu ter perdido um livro que eu A-M-O (eu juro, DESTA VEZ, a culpa NÃO foi minha DDD:) Mas, tá bom... minha mãe disse que vai comprar outro pra mim se ela não achar... mesmo assim, estou triste.
Minha porf. de biologia saiu da escola e por isso entrou uma nova que todos estão tratando como substituta... deja vu ._.
De qualquer jeito, vou dormir um pouco, tomar um banho, ir pro salão, voltar, me arrumar e ir para a festa (talvez eu passe na casa de MJ para irmos juntas, mas nada está definido... mães na TPM é algo muito tenso).

do svidaniya, Clara Ferreira

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Converses Jogados Pelo Chão Do Quarto Não Chegam A Ser Feios

Como eu já expliquei antes, sou extremamente bipolar... eu comecei a noite cansada, mas isso foi só o começo...
Eu havia postado que as pessoas à minha volta não influenciam TANTO assim o meu humor... eu estava errada.
Exemplo: falar mágicos 10 minutos com Barney no telefone é algo que me deixa muito feliz... e com saudade.
Outro exemplo: minha mãe não coopera para minha calma de espírito. Acho que alguém tem que falar para ela (e para vários outros pais) que nós, adolescentes, somos geneticamente programados para fazermos cagadas durante essa nossa fase. Gente:

~~~~~~~~~~~~~~DEIXEM A GENTE SER FELIZ!!!~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

E olha que eu até me considero uma adolescente muito sensata. Sou uma adolescente velha (não me recordo se já usei esse termo aqui, mas aqui está). Eu sei o que eu quero, sei como posso fazer para conseguir isso e sei o que posso fazer.
Parece que minha mãe não confia em mim para fazer as coisas. Ela vive dizendo que é aberta à conversa, que é compreensiva e que quer me ouvir... mas sempre que eu falo alguma coisa que não é do agrado dela, ela mal deixa eu terminar minha fala que já vem com quatro pedras à mão. Ela não me deixa viver a minha vida e fazer as minhas coisas.
Eu sei que ela tem também as coisas dela para fazer e não é tudo o que eu peço que vai ter um "sim" como resposta... mas eu só queria que agente chegasse a um acordo de uma forma que não implicasse em: ela falando as coisas pra mim com um ~MALDITO~ tom de superioridade e sarcasmo. Eu me sinto tão mal com isso... Às vezes, eu tenho até vontade de chorar, mas não de tristeza e sim de raiva que passo por causa de tudo isso.
Eu pensei que depois de semana passada as coisas mudariam, que elas ficariam melhores... I wish

Bom, o MSN não entra pra eu falar com minha dyvah, eu to morrendo de sono e amanhã eu vou dormir a tarde toda e quero que o mundo se dane (acho que eu e MJ vamos ter que ver Toy Story 3 em DVD mesmo T.T)

Do svidaniya, Clara Ferreira