sexta-feira, 19 de março de 2010

Queria Ter Tido Essa Idéia

O cara sabia o que estava dizendo:


"Uma verdadezinha
Eu não carrego gandaia nem foice.
Só uso um manto preto com capuz quando faz frio.
E não tenho aquelas feições de caveira que vocês
parecem gostar de me atribuir à distância.
Quer saber minha verdadeira aparência?
Eu ajudo. Procure um espelho enquanto eu continuo."
(A Menina Que Roubava Livros - Markus Zusak)

Adivinhe quem é?
Incrível como queremos comandar em tudo e em todos. Até no que não conhecemos... até chegar a hora certa.


Para aqueles que se interessaram, aqui está a capa do livro:









do svidaniya, Clara Ferreira

Declaração

Apenas um breve anuncio para qualquer um que ler isso: a partir de agora, vou me especializar em contos. Isso mesmo, curstas histórias que falam sobre delírios das pessoas que vivem aquela situação. É só.

Have a nice day




PS> sei que foi tensa a imagem, mas agora acho que também vou começar a colocar imagnes com mais frequencia... ou tentar

do svidaniya, Clara Ferreira

segunda-feira, 15 de março de 2010

As ironias Da Interpretação Das Palavras

Já pararam para pensar sobre aquele assunto chato??? Sim, estou me referindo àquele assunto que sempre que falam nele, parece que você envelheceu uns 10 anos, porque não aguenta mais ouvir isso.
Estou postando isso apenas como uma observação: as pessoas dizem que não gostam de falar disso, mas eu digo: É MENTIRA!!!! ELAS A-M-A-M FALAR DE TAL ASSUNTO.
Mas, então, por que elas apresentam tanto desdém/martírio/raiva/tristeza ao falar daquilo??? Simples: elas gostam de falar, mas odeiam o assunto. É tão complicado de se entender??? Ok, confesso que demorei para entender isso direito, mas mesmo assim, quando você avalia, não é tão ruim assim. As coisas tem a importância que damos a elas e se você tratar algo como se fosse o centro do universo, cedo ou tarde você vai estar vivendo em favor daquilo. Não podemos deixar de viver nossas vidas por algo ou por alguém.
Não estou dizendo aqui para sermos egoístas e dizer "não" a tudo o que nos pedem, mas temos que aprender a nos colocar em primeiro lugar de vez em quando. Mas, não podemos aprender a ter uma coisinha chamada "equilíbrio"??? Shakespeare disse uma vez "não importa o quanto você se importe. Algumas pessoas simplesmente não se importam". Uau, o cara sabia, ou não sabia das coisas???

do svidaniya, Clara Ferreira

segunda-feira, 8 de março de 2010

Meus Devaneios

Uma coisinha que fiz quando o sono deu lugar à inspiração:
"Entramos no salão e eu confesso que fiquei de queixo caído. Uau, como aquilo era lindo. Agora eu entendo porque Sara havia me dito que nossos trajes precisavam estar apropriados.

Em si, o salão não era grande. Parecia um restaurante. O piso do chão era carpete de madeira e as paredes eram revestidas por um veludo avermelhado que era realçado pela luz fraca. O teto, também de madeira, mas muito simples. Possuía tábuas que o suportava (ainda mais considerando que estivéssemos no subsolo). Fui olhando à minha volta e logo percebi que eram dois andares. No primeiro, uma quantidade de quinze a vinte mesas redondas (acho) foram espalhadas pelo ambiente. Todas ocupadas. Estavam cobertas por toalhas compridas brancas e tinham à sua volta uma quantidade que variava de duas a oito cadeiras. Todas de madeira e almofadadas. O tom era o do mesmo vermelho das paredes. As pessoas riam alto e falavam coisas que julgavam ser engraçadas. No entanto, nenhuma parecia se importar com o barulho que a mesa vizinha fazia. Elas pareciam tão confinadas em suas próprias conversas e assuntos que nem ligavam para as outras.

Havia luz, um lustre fraco com inúmeras velas bem no centro do salão clareava um pouco as coisas, mas não era apenas essa iluminação que dispúnhamos. Em cima de cada mesa havia também um castiçal com três velas. Não deixava de ser romântico.

Além disso, também no primeiro andar, bem na frente do salão (o que significava à direita da porta), existia um palco. Não era grande e o que separava do resto do salão era apenas um degrau – revestido de veludo avermelhado. No entanto, ele era... bonito. Tinha uma cadeira solitária e um microfone à sua frente.

Depois, vi que Sara e seus amigos estavam indo em direção à pequena escada escondida nos fundos do primeiro andar. Acompanhei-os. Enquanto o fazia, notei que algumas pessoas me olhavam de canto de olho. Senti um calafrio na espinha quando um menino de cabelo “multicolorido” deu uma risadinha para mim. Ele se virou quando olhei para ele, mas não rápido o bastante para eu deixar de ver a cor de seus olhos. Eram cor de âmbar.

Sara me pegou pelo braço e me fez subir a escada mais rápido.

- Não o provoque.

Não entendi muito bem.

- Como assim? – Perguntei, com uma das minhas sobrancelhas erguidas. – Era ele quem estava olhando para mim.

- E você acha que isso aqui importa? – Perguntou. – Aqui não é mais o seu bairro, Grace.

- T-tá. – Vou confessar: aquele aviso me assustou um pouco. O que eu deveria esperar exatamente de um lugar daquele então?

Chegamos ao segundo andar. Era melhor aqui. Não havia tanta gente e a luz era até melhor, pois estávamos mais perto do lustre. O segundo andar ia até as proximidades do palco. Era como se fosse um camarote sem divisões. O número de mesas havia caído para dez, ou até menos.

Sara e seus amigos foram em direção a uma mesa que ficava exatamente em frente ao palco. Vi que estava escrito (em alto relevo) em um cartão ao lado do castiçal “reservado”.

Quando viu que não havia tomado lugar, Sara virou-se para trás até me achar.

- Não vai se sentar? – Perguntou séria.

- Bom, eu...

Nisso Gabriel me deu um sorriso.

- Tudo bem, Grace. A cadeira não morde – brincou.

Tentei sorrir com aquilo, mas saiu mais como uma careta.

Aproximei-me mais da mesa e tratei de me sentar.

Assim que o fiz, ainda dei uma olhada à minha volta. O ambiente era lindo mesmo. Foi quando notei que, bem à minha frente existia um bar. Me senti um em filme de cabaré naquele momento. Sara viu meu interesse.

- Se quiser ir até lá, Grace, pode ir – falou.

- Hun? – Falei. – Ah, não, não. Vou esperar um garçom – admiti.

Depois, ouvi um risinho por toda a mesa. Sara soltou um suspiro e depois me puxou para mais perto.

- Aqui não há garçons, Grace – disse. – As mesas decidem o que querem, depois alguém vai até lá pedir – explicou.

- Oh. Que estranho não? – Minha pergunta casual soou mais comentários do que eu imaginava.

Sara respirou fundo de novo.

- Este é um lugar para se ouvir covers, recitar poemas e fazer apresentações. Não acha que seria um pouco incômodo se sombras de pessoas e pedidos passassem por você enquanto você vê um poema deprimente sendo recitado?

Abri a boca para responder, mas mesmo assim. Sara tinha certa razão em suas palavras. Eu sempre achara incômodo quando estava prestando atenção na TV, no filme do cinema, ou até mesmo em qualquer apresentação e vinha alguém e passava na frente, me fazendo perder o fio da meada.

- Entendo – disse por fim. – Mas, como fazem quando querem pedir algo e estão no meio de algo no palco? – Desta vez, fui esperta o bastante para perguntar em voz baixa para, apenas, Sara.

Ela deu uma risada, mas sua resposta foi mais gentil do que as duas últimas.

- O bar é fechado dois minutos antes das apresentações começarem e é aberto só quando há um intervalo entre elas e/ou quando terminam.

Assenti.

- Por isso, Grace, se quiser algo, é melhor ir pedir.

Neguei com a cabeça.

- Mas, que horas as apresentações começam? – Perguntei.

Sara deu de ombros.

- Depende – falou. – Todo o primeiro andar já chegou e só faltam algumas mesas para encher, mas não creio que venham mais muitas pessoas.

- E, quantas vêm em média?

- Acho que hoje a casa lota. É seção cover, então muitos querem assistir ou participar.

Levantei uma sobrancelha.

- Covers de quem?

Sara deu um sorriso largo.

- Beatles – falou. – É uma noite especial, por isso acho que está cheio e por isso acho que virão muitas pessoas, mas ainda está cedo – acrescentou.

- Como assim? Que horas começa?

Sara olhou para o relógio.

- Dentro de cinqüenta minutos – admitiu. – São só 00:10 ainda. Tem tempo.

- Você acha que isso é cedo? – Perguntei incrédula.

- Hey, as apresentações demoram em média uma hora e ainda tem o intervalo. Além disso, ninguém vai embora logo depois das apresentações. Antes das três da manhã não saímos daqui – ela sorria como se aquilo fosse algo de bom. Aquela garota não sabe que tínhamos aula no dia seguinte?

- Mas, se você quiser ir embora antes, eu e você vamos – senti a tristeza em seus olhos e em sua voz quando falou isso.

- Hun? Ah, tudo bem. Vamos... esperar o decorrer da noite. – Achei que aquela seria a melhor coisa para se dizer em uma situação como aquela.

Sara soltou um meio sorriso e percebi que não teria outra coisa vinda dela com relação àquilo. Tratei de encarar novamente o palco. A cadeira e o microfone ainda estavam ali. No entanto, agora tinha também uma luz azul. Era bonita. Hipnotizante. Fiquei pensando em que tipo de poemas eram recitados ali e que tipo de apresentações Sara estava se referindo. Voltei a olhar para ela. Agora ela ria de algo que Gabriel havia dito. Era estranho vê-la tão sorridente. Principalmente, depois de tudo o que eu sabia. No fundo, acho que sentia mais pena dela do que qualquer outra coisa. E eu sabia que ela não conversava sobre tudo com ninguém. Lembrei-me da minha promessa. Eu ajudaria Sara Owl.

Olhei mais uma vez à minha volta e constatei algo que me fez sorrir para o nada: aquele salão era como Sara. A princípio, parece sombrio e frio (como os olhos daquele cara que me encarou ainda pouco), mas depois que você o analisa melhor, vê que é como a luz azul do palco. Fascinante."


do svidaniya, Clara Ferreira

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sozinho ≠ Exilado

Vamos deixar algo bem claro logo no começo este post: estar sozinho não é o mesmo que se sentir sozinho.

Quando você está sozinho, isso quer dizer que não tem ninguém perto de você. Pronto. É isso. Não tem mais nada a acrescentar, mas quando você está se sentindo sozinho, meu amigo... aí a coisa complica para você.

Muitas pessoas se sentem sós. Elas podem estar (sempre) cercadas por muitas pessoas, mas elas ainda assim se sentem como se tivessem sido abandonadas.

Não nego, amo estar sozinha, mas odeio me sentir sozinha.

Minha melhor amiga fala: "amo estar na minha própria companhia." Ela vai (como falam vulgarmente) na veia quando diz isso. O ser humano precisa de um tempo para ficar sozinho. Reorganizar as idéias, pensar melhor sem ter ninguém te enchendo e até fazer coisas que em público seriam consideradas idiotas e/ou ridículas.

No entanto, acho que ninguém gosta de ter consigo o sentimento da solidão. Você se sente abandonado e rejeitado. Parece que as pessoas se esquecem e você. Não. Elas não esquecem de você. Elas se esquecem de não se lembrarem de você (e isso pode ocorrer por razões de causas que ninguém tem controle).

A questão é: se você se sentir sozinho, tente se lembrar de que isso é momentâneo e com o tempo novas pessoas vão chegar na sua vida e você não vai ficar tão só.
Tenho me sentido sozinha ultimamente, mas mesmo assim, tento não desanimar e espero que as pessoas que forem, voltem para me visitar.

do svidaniya, Clara Ferreira

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Calma Ambulante

Incrivelmente, algumas pessoas têm o poder de nos deixar calmos.
Não sei de isso é só invenção da minha cabeça, mas eu acho que existem pessoas que podem nos ajudar a esquecer dos nossos problemas. Enquanto têm outras que parecem só terem como ocupação enfiar problemas por nossas guelas, outras são como um refúgio que nos levam para longe de tudo o que queremos fugir.
Conheço alguém assim. Não há muito tempo, mas essa pessoa sempre me ajudou (acho que ela nem sabe o quanto).
Pessoas assim podem nos ajudar e dar um jeito de fazer com que todos nós nos sintamos muito calmos.
Quando estamos mal, essas pessoas podem nos oferecer algo de bom. Elas (muitas vezes) nem sabem que estão nos ajudando, mas com coisas simples, como um abraço, uma palavra de consolo, uma frase engraçada, um comentário esperto... nossa. Essas coisas fazem milagres com as pessoas.
Se não fosse isso, muitos de nós já teriam desisitido ao longo da vida. Não digo que seria um deles, mas digo que ficaria pensando seriamente no assunto.
Dedico este post para todas as pessoas que ajudam, mas ajudam sem saber, pois, ainda assim, a ajuda conta. E ela é melhor ainda, pois você não sabe que está constituindo para a felicidade da pessoa, mas está sendo apenas você mesmo. Então, "ajudantes alienados", tenho apenas um pedido a lhes fazer: continuem assim.

do svidaniya, Clara Ferreira

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Os Anjos Em Nossas Vidas

Ok, é o seguinte: é tarde da noite, eu deveria estar dormindo, mas me peguei pensando nisso e decidi postar antes que minhas idéias escapem da minha cabeça.
Eu sou grata. Muito. E por tudo.
Eu sou grata pela minha vida, eu sou grata pela minha família e eu sou grata pelo o que tenho. Mas, o mais importante de tudo: eu sou grata pelos meus amigos.
Quem nunca teve (ou quis ter) um amigo sincero? Confesso que comecei a ter AMIGOS em 2008. Até lá, eram só colegas. Importantes, não nego, mas não tanto quanto o vínculo que criei com as pessoas a quem tenho a maior honra de chamar de amigos.
Eles nos protegem, eles nos ajudam e eles nos fazem sorrir. Precisamos deles para nossas vidas. (agora, vou começar a ser um pouco egoísta e falar o que os meus amigos fazem comigo).
- eles me fazem sorrir diante das coisas;
- eles me consolam quando eu preciso;
- eles me dão um choque de realidade quando acham que é necessário;
- eles me ensinam coisas;
- eles me fazem pagar micos (ou King Kongs, dependendo da situação);
- eles me inspiram;
- eles me fazem pensar sobre muitas coisas;
- eles me divertem;
- eles me estressam (e muito às vezes);
- eles me fazem querer ver filmes os quais eu não tinha o menor interesse desde então;
- eles me fazem sempre querer ser uma pessoa melhor.
Bom, eu podia encher isso de coisas, mas essas foram só as que me vieram na cabeça agora.
Vou confessar uma coisa: eu preciso dos meus amigos. Não sei se tanto quanto eles precisam de mim, mas eu sei que eu preciso deles. Não preciso, no entanto, estar com eles o tempo todo (embora não nego que amo e guardo todos os momentos que passo ao lado deles), mas eu preciso que eles saibam que estão comigo, aonde quer que eu vá.
Podemos estar brigados, mas eu não vou deixar de amá-los por causa disso. Eles são mais importantes do que uma briga.
Podemos estar sem nos ver há duas semanas, ou há anos (exagerei, mas isso não é impossível). Eu sei que ainda vou pensar neles com o mesmo carinho e amor do que quando nos víamos frequentemente (e espero que isso seja recíproco).
Podemos estar separados por léguas, situações, nações, etc... mas eu ainda vou sentí-los bem pertinho de mim, pois nossa amizade é maior do que qualquer infinito que possam colocar entre nós.
A todas as minhas melhores amigas (Gabi, Thaís, Danúbia, Ana e Fernanda) dedico este post. Eu amo muito vocês. Por favor, não se esqueçam disso.






Imagem chichê, eu sei, mas mesmo assim. Espero poder fazer um dia uma foto que nem essa com as gurias (que dê certo) ♥♥♥♥♥♥♥♥


do svidaniya, Clara Ferreira