terça-feira, 1 de junho de 2010

...Undifined

É muito comum vermos em livros, filmes, séries e o diabo a quatro as muitas definições que as pessoas têm. O que é o amor? Eu, honestamente, não sei bem o que é. Sentir-se bem é felicidade ou satisfação; sentir-se triunfante é orgulho; sentir-se calmo é paz de espírito... nada disso é amor.
Todas as pessoas tentam, à sua maneira, definir o amor.
"Algo que não pode ser escondido";
"Algo que faz você voar";
"Algo que te deixa passando mal e sentindo as 'borboletas no estômago'";
.
.
.
etc...
Acho que podemos tirar uma moral disso tudo: o amor não pode ser definido. Cada um, embora o sinta profunda e intensamente, não consegue falar "o amor é...". Não dá. Aceitem isso para a vida de vocês, assim como eu aceitei para a minha.
No entanto, isso não quer dizer que ele não possa ser demonstrado e sentido. Como eu já disse antes, há pessoas que sentem o amor. E ele está em todas as coisas boas...
Em um gesto de boa-ação;
Em um abraço de despedida/reencontro nos aeroportos da vida;
Em um presente de aniversário;
Em uma dedicatória de um livro;
Em uma música dedicada para aquela pessoa;
Em uma carta de aniversário;
Em um buquê de flores.

É, acho que já deu pra perceber que há várias maneiras de demonstrar amor, assim como também há vários jeitos de amar. Temos o amor de irmão, o de amigo, o de bicho de estimação, o de mãe e o de pai, o de avós, o da pessoa especial, o que sentimos por aquele cantor L-I-N-D-O na TV, o das coisas que temos (sim, estou falando dos objetos a essa altura do campeonato .-.)... por aí vai.

Espero, sinceramente, que cada um viva, da melhor forma possível, todos os tipos de amores possíveis que a vida lhes permitirem.

With a lot of... notdefinition

do svidaniya, Clara Ferreira

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Bubble Wrap (not the song)

Eu queria entrar em uma bolha. De verdade. Ia ser tão mais fácil tudo.
Eu estou tão farta. Mesmo. Estou cansada de tudo isso aqui. Tudo é tão difícil. É difícil você entender uma pessoa (e mais ainda compreendê-la); é difícil você agradar aos outros (em especial de uma vez só); é difícil você falar apenas o que se deve (e é quase impossível você fazer isso de uma maneira simples e clara)...
Eu podia continuar. E não estou sendo dramática quando falo isso. Eu tenho em minha mente um monte de coisas que gostaria de falar para UM MONTE de gente. Coisas que, embora sejam verdadeiras, na certa serão interpretadas da maneira errada.
E então, me sinto diante da ironia cruel: eu tenho um Monstro da Honestidade, mas eu não posso usá-lo para me ajudar. Ele ajuda os outros a verem as suas falhas e a enxergarem seus erros... a intenção dele é boa, mas ele é mal-compreendido. Como eu.
Eu quero ajudar os outros. De verdade. Quero muito mesmo... mas se eu falar mais do que eu me permito, se eu REALMENTE soltar o Monstro...as pessoas não confiariam mais em mim. Elas não achariam mais que eu sou a "menina que ouve e que dá conselhos bons", mas passariam a achar que eu sou a "garota que fala mal de Deus e o mundo".
POR TUDO QUANTO É MAIS SAGRADO, EU NÃO QUERO ISSO!!!
Eu quero ajudar. Eu quero deixar os outros de bem com a vida, mas pra isso, todos nós precisamos ouvir críticas.
Não, eu N-Ã-O estou me achando maior que ninguém. Sempre que quiserem, podem vir falar comigo. Digam!!!! Digam o quanto eu encho o saco, digam o quanto eu sou chata e tosca às vezes... mas digam isso DE VERDADE! Não pra zoarem ou pra fazerem graça...
Eu quero que as pessoas à minha volta, não só estejam, mas sejam felizes. No entanto, eu não vejo isso. E faz tempo que eu não vejo a felicidade constante à minha volta. Ela apenas fica de passagem... e, é estranho, pois parece que a pessoa quer ficar infeliz. Ela reclama, e fala, e acha ruim, mas ela não vai atrás. Ela não busca outro jeito de se viver a vida. Deus do céu, há tantas maneiras de se viver a vida. Não conheço muitas, mas eu as imagino... não é possível que venhamos aqui para sermos infelizes. Se for assim, então, já estamos no inferno e vamos para o céu depois que morrermos. Todos nós.
Vocês não sabem o quanto está difícil... eu sei que tem gente muito pior do que eu e eu olho tudo o que tenho (e quem eu tenho também) e me sinto uma ingrata por achar isso, mas eu às vezes queria sumir. Desaparecer. Sem dizer nada a ninguém. Acho que deixaria no máximo um bilhete para uma ou duas pessoas...e só. Pegaria minha maior mochila, colocaria minhas roupas, todo o dinheiro que tenho guardado, meu Converse preto (isso estaria nos meus pés), enfiaria meu iPod também, Joanna (minha câmera), meus CD's favoritos (The Fallen, The Open Door e A Night At The Opera) ...tudo o que eu achar importante. Iria até a rodoviária, compraria uma passagem pra Deus sabe onde e depois, adeus, Fim De Mundo.
Quem dera que tudo fosse fácil assim... quem dera ser tão corajosa para realizar tal ato... sei que se eu fizesse isso, minha mãe teria um surto, assim como meus avós. Meu pai... é, ele não sentiria minha falta tão cedo. Já não digo o mesmo das minhas gurias... eu as manteria informadas sobre o que aconteceria comigo.

Ok, voltando à realidade (aquela onde eu não sou uma eremita de quase 16 anos) e analizando os fatos atuais: eu estou morrendo de vontade de tomar café, acho que estou na TPM ou algo assim pra estar tão "tensa" e estou com uma frase que poderia ser considerada inspiração para muitas idéias filosóficas...
Bom, já cansei vocês demais com isso.

do svidaniya, Clara Ferreira

PS> a frase é "as pessoas me surpreendem todos os dias, mas eu queria que metade dessas surprezas fossem boas". (Clara Ferreira)

PSS: parabens pra Aninha que faz aniversário hoje (: Amo você, tigreza *rawr*. Parabens

sábado, 29 de maio de 2010

Caixa de Música, Caixa sem Som

Acordei hoje de manhã, 29/05, e estava tomando meu café quando me ocorreu um pensamento interessante "como seria se os nossos sentimentos pudessem ser retirados de uma hora pra outra de dentro da gente?".
Vejam bem, os sentimentos, ao invés de serem abstratos e duradouros (pra não falar de alguns que são eternos) podiam ser concretos... como objetos. Um colar, uma pulseira, o que for. Podiam ser pegos, usados e retirados. Já pensaram o quão a vida ia ser prática? Quando estivesse nos favorecendo, seriam mais do que bem-vindos, mas quando começassem a nos incomodar, poderíamos retirá-los com a maior das facilidades.
Sem dor.
Sem rancor.
Sem meses (a até anos às vezes) de terapia por causa disso.

Mas, esperem, a melhor parte ainda está por vir: você não precisa se sentir mal por isso, porque você também pode tirar isso de você, já que seria um sentimento *.* Ia ser T-Ã-O mágico <333333
E, tem também um bonus: como seriam objetos, você não precisa se desfazer deles permanentemente. Você poderia guardá-los. Em um porta-jóias, em uma caixinha de música, o que quiser. Eu guardaria os meus =))) e você???




meu bebê hihi (acho que já deu pra notar que eu tenho tipo uma cordilheira por estampas xadrex rsrs) do svidaniya, Clara Ferreira

domingo, 23 de maio de 2010

Sweet Clouds

Eu acabei de ver a 3ª temporada de uma das melhores séries de animê E-V-E-R (meus cumprimentos ao meu amigo quem me indicou. Obrigada =3). Nela, se debate muito a questão de como é o Inferno e o Céu (bom, muito mais o Inferno do que o Céu). Mas, isso me fez refletir sobre ambos. Cheguei às seguintes conclusões:

1ª- o Inferno é um lugar que as pessoas que REALMENTE não têm volta devem ir. Não há pulgatório que dê jeito nelas e o Inferno é o lugar onde elas enfrentam tudo e todos que fugiram enquanto estavam vivas... assim, elas vão continuar afundadas nos piores sentimentos que algém podem sentir.
É, não é algo que desejamos para alguém.

2ª- O Céu é um conceito que fora inventado como uma forma de "recompensa" que ganharíamos se formos bons aqui na Terra. Faz sentido. Uma criança se comporta e os pais dão uma balinha de morango ao invés de uma surra.
Realmente, é algo melhor para se pensar (principalmente se bolarmos planos a longo prazo como anos...décadas ou até mesmo a eternidade).

De uma coisa é verdade: estamos aqui de passagem. Não podemos negar isso. Os cientistas tentam descobrir uma forma de adiar o inevitável, mas não conseguem. As pessoas não vão viver para sempre. Ponto. Acabou.
Eu até penso em como é do outro lado... penso que é bonito (claro que se eu vou pensar em uma coisa dessas, vou preferir pensar no Céu e não no Inferno, né, gente? .__.). Penso que é, de fato, uma recompensa.
Na minha opinião, há um Céu para cada um de nós. Afinal, se é uma recompensa eterna, é justo que ela seja de nosso agrado. E, considerando que o conceito de "felicidade" é extremamente relativo... acho que já entenderam.

Enfiiiim, não sei como seria o vosso Céu, mas eu penso que o meu vai ser bonito. Pra mim, pelo menos.
Durante o dia não teria um Sol, apenas uma luz vinda de algum lugar distante que iluminasse tudo por igual. Haveria sempre conversas no ar (menos quando se quisesse o silêncio) e haveria sempre alguém disposto a me dar um abraço.
Eu moraria em uma casa que ficaria na divisa perfeita entre um lago e uma cidade. Teria vista para ele quando estivesse escrevendo minhas histórias e acordaria de frente para ela, pois no meu quarto haveria uma janela que ocupasse a parede inteira.
À noite ia ser a coisa mais linda. Estrelas. Amo ver estrelas. E não estariam em meio a um preto... seria um azul marinho. Elas seriam tantas que pareceriam formar "piscinas brancas" acima de mim.
Eu teria sempre perto de mim minha família e meus amigos. Nos veríamos todos os dias, mas quando eu quisesse ficar sozinha eles "casualmente" não apareceriam, apenas quando eu precisasse.
Oh, quase me esqueci: haveria, em algum lugar, um espaço como uma biblioteca. Sem computadores e nem nada to tipo... apenas livros. Milhares, milhões, bilhões deles. Cada um com um tipo de assunto diferente. Assuntos, não. Respostas. Cada um conteria uma resposta sobre uma das muitas infinitas perguntas que temos.
Eles estariam divididos entre Pessoas e Coisas. A área das "Pessoas" seria assim: cada livro contaria a história de uma pessoa. O que ela era, como ela foi, onde vivia... essas coisas. E o das "Coisas" seria onde teriam essas respostas.

E giraria em torno disso... Acho que poderia me acostumar sem maiores problemas com essa realidade.

Vou dormir. Do svidaniya, Clara Ferreira

What If...

Você já se perguntou "como seria se..."
Pergunta cretina essa. Aposto que sim. Todos nós já nos perguntamos como seria se algo (não) tivesse acontecido.
Mas, precisamente, eu acho que nem todos se perguntaram "como seria se eu não existisse?" ou "como seria se eu não fosse eu?".
Eu já.
Não que eu não queria existir nem nada disso... gosto do jeito que sou, até. Mas, não nego que fico curiosa.
Eu vejo em alguns filmes e séries o personagem tendo uma visão de "um mundo sem ele" e fico me imaginando como seria se isso acontecesse comigo.
Volto a dizer: não estou reclamando da minha vida. Ela é muito boa e eu gosto de como eu a levo. Gosto de quem está comigo, gosto das coisas que tenho, gosto até dos imprevistos que acontecem ao longo dela... eles são suportáveis. Aturáveis eu diria.
Mas, mesmo assim, eu não deixo de ficar pensando às vezes "como seria se eu não existisse?" Será que mais alguém já fez esse "exercício de epifania"? (acho que depois dessa ficou constatado que vejo muitos filmes e séries). Eu queria saber...
Eu até imagino... mas com isso, vem outra pergunta na minha mente "será que seria mesmo assim? Não seria diferente?"
São respostas que eu imagino ter algum dia...

do svidaniya, Clara Ferreira

Confessions Episode I - An Unexpected Surprise

Eu disse que aqui ia ser um lugar para confissões, então... here I go (/o/)
Tá, é o seguinte... eu não estou com a menor vontade de estudar, quero (desesperadamente) fazer uma "band session", terminar de ver Jigoku Shoujo e Gakkou No Kaidan (ultimamente tenho ficado viciada em animes hihi) e começar a ver Supernatural, ler minhas fics pendentes e continuar a escrever minhas histórias...
Sim, eu sei, eu tenho que fazer todas essas coisas inúteis. Oras, eu gosto de fazer isso. Eu sei que se eu não ficasse todas as tardes na casa da minha vó (onde não tem computador, muito menos Internet #sad) eu estaria na Internet e minhas notas seriam uma droga (fato). Eu também sei que eu me perco no tempo quando têm pessoas legais conversando comigo no MSN e quando eu fico lendo e escrevendo... quando eu olho no relógio BUM! "PQP" eu penso "já estou aqui todo esse tempo?"
O que me conforta é que eu não sou a única...e eu acho que sou até "comportada". Tenho uma bff que vararia umas 10 horas no computador sem a menor preocupação. Eu não sou de fazer isso (mas não quer dizer que eu nunca tenha feito, a questão é... tal façanha pra mim foi rara).
Isso, embora não faça bem pra nossa saúde (meus olhos muitas vezes vermelhos e meus dedos doendo que o digam) é...bom. Agente se sente mais perto de quem está longe.
Ex: há um mês atrás eu comecei a conversar com uma Jones que não mora na mesma cidade que eu.
Ex²: eu tenho conhecidos no Recife... temos que admitir. A Internet facilita a comunicação entre as pessoas que estão longe. No entanto, as que estão perto, e que não sabem como usar um twitter, um orkut e um MSN, não sobrevivem .-. Elas acabam sendo afastadas e deixadas de lado, não por maldade ou porque queremos, mas pelo fato de que nos sentimos mais confortáveis quando falamos com uma dúzia de pessoas que não podem ser vistas ao vivo e a cores naquele momento do que quando estamos falando com uma só de verdade.
Somos seres estranhos, não? Agente deixa de falar com alguém íntimo que está perto e que pode nos dar um abraço para falar com muitas pessoas que estão longe e que não podem fazer nada além de criar a idéia em nossa mente de "como essa pessoa é realmente?"

Uau... o que era pra ser um post que representasse o tédio do meu sábado se tornou em uma espécie de "auto anásile" O.O #weird
Anyways... tenho que estudar agora. Essa semana vai ser tensa (em especial Terça, Quinta e Sexta). Desejem que eu "quebre a perna" =)

do svidaniya, Clara Ferreira

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A Good Feeling =)

É aconchegante...
Não sei ao certo como explicar, mas eu gosto de me sentir acolhida.
Para que isso aconteça, não preciso de muito.
Tem que ter um cheiro (de preferência café... AMO cheiro de café). Daí, haveria uma brisa fria que faria eu me encolher. Eu teria até a roupa perfeita (e meus momentos extremamente detalhistas se afloram). Seria uma blusa lisa, branca de algodão de manga comprida e um abrigo azul marinho confortável. Acho que não preciso dizer que a essa altura do campeonato eu estaria em casa e sozinha.
Voltando ao foco... o cheiro viria da cozinha. Eu tomaria uma xícara de café puro. Gosto até de tomar com leite, mas prefiro puro no frio...me deixa mais alegre e serena.
Eu sou assim: no verão eu A-M-O tomar café com leite e mais umas 8 ou 10 gotas de adoçante. Sim eu sei que vou ter problemas de saúde com isso, mas eu gosto de café doce... Não me critiquem, por favor.
Do lado de fora, estaria nevando. Eu estaria em NYC (meu sonho *-----*) e moraria em um prédio maravilhoso.
Depois que a minha xícara estivesse cheia (e perfeitamente adocicada) eu subiria as escadas (seria um apartamento a cada dois andares... o que eu posso dizer??? Sonhar não custa) e entraria na minha sala. Como me vejo uma escritora, eu penso em ter um lugar em minha casa dedicado ao meu trabalho. Ele teria as paredes pintadas de branco e vários quadros. De frente para a porta, a mesa de mogno (imitação de mogno, tá, gente???) abrigaria um iMac, cadernos, anotações aleatórias, alguns livros e três porta-retratos. Um meu, sozinha, outro de minha mãe comigo e com os meus avós e outro com minhas melhores amigas no mundo enquanto nós éramos adolescentes.
Em cima, pendurado na parede, haveria cartões postais e vários recados e bilhetes. Todos eles escritos a mão e com fontes diferentes... Os papeis, nenhum deles idênticos, embora não estivessem em seu melhor estado, estavam conservados e todas as vezes que eu os via, me lembrava de coisas ótimas... coisas que ficaram para trás e que eram guardadas com muito carinho em minha memória.
Nas paredes ao lado da mesa estariam estantes. Cada uma delas recheada de livros e cadernos. Seriam também de madeira e teriam um estilo único, porém característico.
Eu sento na cadeira - muito confortável por sinal - que está em frente à mesa e tiro o computador do modo de espera. Um sorriso em meu rosto quando eu termino de dar um gole em minha xícara e dirijo meus olhos à tela. Uma mensagem nova.

Estou com saudades. Te amo, minha linda. ♥

Do svidaniya, Clara Ferreira