domingo, 13 de junho de 2010

Tudo O Que Pode Acontecer Num Fim De Semana

Eu sei que eu prometi para os meus leitores (se é que existe algum) que eu iria postar algo hoje... TADAN! Não tenho o que dizer aqui. Minha vida está tão normalzinha nesses últimos dias que entrar aqui no blog, ver meus posts e também perceber que não tem nenhum comentário novo é algo que virou quase que uma rotina.
No entanto, eu me deparei com coisas nesse fim de semana que me fizeram refletir. Muito.
Tipo, todos sabem que ontem foi o Dia dos Namorados (dos Encalhados pra mim, mas isso agente abafa) e agente via o AMOR no ar. Sério. Eu fui ontem pro Shopping El Doraldo e pra onde quer que eu ou minha prima olhássemos, casais se pegando estava à mostra. Foi algo tão lindo. Mesmo. Não me importo mais em não ter um namorado, então posso olhar pra essas coisas e não jogar praga e nem me sentir mal amada.
No entanto, ao mesmo tempo que você "sentia essa energia amistosa no ar", você se deparava com a cena de três caras (que não eram nada) se achando OS TAIS. Os colírios Caíque Nogueira, Eduardo Surita e Matheus Donadio estavam andando e eu acabei pegando um autógrafo para a minha amiga. PQP, o Dudu andava com O olhar de superior (PS> sou mais alta que ele com meu 1,65-1,67) e o Caíque zoou do meu sotaque do interior. Tipo, "desculpa aí se eu falo 'Carrrrrrrrrrrrrrla', colega. Como você fala 'porta' em inglês??? 'Doorrrrrrrrrrrrrr', meu filho. A mesma coisa." Além disso... eles não são tão bonitos pessoalmente. Francamente, o Matheus tem espinhas, o Dudu é... comum (e baixinho) e o Caíque... ta, ele se salva.
A questão é: por que se achar mais??? Por que querer ser mais do que os outros??? Seja você, faça o que você gosta, seja bom no que você quer ser e acrescente algo DE VALOR ao mundo. Não precisa ficar se exibindo pra todos. É ridículo, desgasta e no fim das contas, você só vê que afastou as pessoas que realmente te querem bem.
De fato, essa viagem me fez pensar em muitas coisas nesse fim de semana.

Do svidaniya, Clara Ferreira

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Agora Os Problemas Podem Ser Resolvidos Com Um Beijo...

Tarde da noite.
O relógio da rua marcava 9:35 da noite.
Ela saia assustada do prédio. O tempo ameaçava uma tempestade.
Ele corria atrás dela.
- Mary! - gritou. - Mary, espere!
- Não! - gritou de volta. - Dave, me deixa que eu quero ficar sozinha!
Mas ele não lhe deu ouvidos. Correu mais ainda e a alcançou. Ela parou quando ele pôs a mão em seu ombro e virou-a para poder encará-lo.
- Olha, Mary - disse ele depois de um tempo em silêncio -, por que não me conta o que está acontecendo?
Ela olhou para o chão.
- Escuta, Mary, não tem que ser assim - admitiu Dave. - Você pode contar comigo - confessou.
Ela começou a tremer. Estava prendendo um soluço, mas Dave era persistente.
- Por que você não fala? - Perguntou ele. Ela virou seus olhos em sua direção. - Não confia em mim?
Isso foi o bastante para lágrimas abrirem caminho úmidos em suas bochechas e percerrerem seu rosto.
Ele a abraçou.
- Calma, calma. - Ela não retribuia o abraço, mas ele não se importava com isso. Beijou o topo de sua cabeça, coçou suavemente suas costas e acariciou sua nuca com o polegar. - Vai ficar tudo bem.
De repente, ela ficou dura. Ele percebeu nesse momento que deveria soltá-la do abraço. Havia brincado demais com a tolerância que ela tinha.
- Não vai não - sussurrou ela olhando pra ele.
Ele não entendeu.
- Como assim?
Ela serrou os punhos e não se conteve mais. Simplesmente, sentiu as palavras pularem de sua boca como se tivessm vida própria.
- Meus pais não confiam mais em mim, minha melhor amiga me odeia, estou de recuperação em um zilhão de matérias, o cara que eu sempre vi como irmão acaba de me dizer que gostaria de transar comigo e eu estou perdidamente apaixonada por um idiota burro estúpido engraçado lindo que não se importa comigo e que está bem na minha frente!
Ele a olhou assustado e depois caiu de joelhos na rua. Era muita coisa para ele.
Começou a chover depois disso. E ele sentia que ela olhava pra ele esperando por alguma reação. Qualquer que fosse. Decidiu então o que fazer. Levantou-se, olhou pra ela e a beijou. Ela correspondeu dessa vez.
O beijo foi um selo perfeito. Nem muito demorado e nem muito curto. Quando acabou, ele se aproximou dela e sorriu.
- Acha mesmo que se eu não me importasse, eu viria atrás de você na chuva para impedir que você ficasse doente?
Ela riu. E depois o beijou de novo.
Mesmo na chuva, mesmo com o frio e com o mar e problemas que os envolvia, ela sabia que agora ia ficar tudo bem.

do svidaniya, Clara Ferreira

terça-feira, 1 de junho de 2010

...Undifined

É muito comum vermos em livros, filmes, séries e o diabo a quatro as muitas definições que as pessoas têm. O que é o amor? Eu, honestamente, não sei bem o que é. Sentir-se bem é felicidade ou satisfação; sentir-se triunfante é orgulho; sentir-se calmo é paz de espírito... nada disso é amor.
Todas as pessoas tentam, à sua maneira, definir o amor.
"Algo que não pode ser escondido";
"Algo que faz você voar";
"Algo que te deixa passando mal e sentindo as 'borboletas no estômago'";
.
.
.
etc...
Acho que podemos tirar uma moral disso tudo: o amor não pode ser definido. Cada um, embora o sinta profunda e intensamente, não consegue falar "o amor é...". Não dá. Aceitem isso para a vida de vocês, assim como eu aceitei para a minha.
No entanto, isso não quer dizer que ele não possa ser demonstrado e sentido. Como eu já disse antes, há pessoas que sentem o amor. E ele está em todas as coisas boas...
Em um gesto de boa-ação;
Em um abraço de despedida/reencontro nos aeroportos da vida;
Em um presente de aniversário;
Em uma dedicatória de um livro;
Em uma música dedicada para aquela pessoa;
Em uma carta de aniversário;
Em um buquê de flores.

É, acho que já deu pra perceber que há várias maneiras de demonstrar amor, assim como também há vários jeitos de amar. Temos o amor de irmão, o de amigo, o de bicho de estimação, o de mãe e o de pai, o de avós, o da pessoa especial, o que sentimos por aquele cantor L-I-N-D-O na TV, o das coisas que temos (sim, estou falando dos objetos a essa altura do campeonato .-.)... por aí vai.

Espero, sinceramente, que cada um viva, da melhor forma possível, todos os tipos de amores possíveis que a vida lhes permitirem.

With a lot of... notdefinition

do svidaniya, Clara Ferreira

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Bubble Wrap (not the song)

Eu queria entrar em uma bolha. De verdade. Ia ser tão mais fácil tudo.
Eu estou tão farta. Mesmo. Estou cansada de tudo isso aqui. Tudo é tão difícil. É difícil você entender uma pessoa (e mais ainda compreendê-la); é difícil você agradar aos outros (em especial de uma vez só); é difícil você falar apenas o que se deve (e é quase impossível você fazer isso de uma maneira simples e clara)...
Eu podia continuar. E não estou sendo dramática quando falo isso. Eu tenho em minha mente um monte de coisas que gostaria de falar para UM MONTE de gente. Coisas que, embora sejam verdadeiras, na certa serão interpretadas da maneira errada.
E então, me sinto diante da ironia cruel: eu tenho um Monstro da Honestidade, mas eu não posso usá-lo para me ajudar. Ele ajuda os outros a verem as suas falhas e a enxergarem seus erros... a intenção dele é boa, mas ele é mal-compreendido. Como eu.
Eu quero ajudar os outros. De verdade. Quero muito mesmo... mas se eu falar mais do que eu me permito, se eu REALMENTE soltar o Monstro...as pessoas não confiariam mais em mim. Elas não achariam mais que eu sou a "menina que ouve e que dá conselhos bons", mas passariam a achar que eu sou a "garota que fala mal de Deus e o mundo".
POR TUDO QUANTO É MAIS SAGRADO, EU NÃO QUERO ISSO!!!
Eu quero ajudar. Eu quero deixar os outros de bem com a vida, mas pra isso, todos nós precisamos ouvir críticas.
Não, eu N-Ã-O estou me achando maior que ninguém. Sempre que quiserem, podem vir falar comigo. Digam!!!! Digam o quanto eu encho o saco, digam o quanto eu sou chata e tosca às vezes... mas digam isso DE VERDADE! Não pra zoarem ou pra fazerem graça...
Eu quero que as pessoas à minha volta, não só estejam, mas sejam felizes. No entanto, eu não vejo isso. E faz tempo que eu não vejo a felicidade constante à minha volta. Ela apenas fica de passagem... e, é estranho, pois parece que a pessoa quer ficar infeliz. Ela reclama, e fala, e acha ruim, mas ela não vai atrás. Ela não busca outro jeito de se viver a vida. Deus do céu, há tantas maneiras de se viver a vida. Não conheço muitas, mas eu as imagino... não é possível que venhamos aqui para sermos infelizes. Se for assim, então, já estamos no inferno e vamos para o céu depois que morrermos. Todos nós.
Vocês não sabem o quanto está difícil... eu sei que tem gente muito pior do que eu e eu olho tudo o que tenho (e quem eu tenho também) e me sinto uma ingrata por achar isso, mas eu às vezes queria sumir. Desaparecer. Sem dizer nada a ninguém. Acho que deixaria no máximo um bilhete para uma ou duas pessoas...e só. Pegaria minha maior mochila, colocaria minhas roupas, todo o dinheiro que tenho guardado, meu Converse preto (isso estaria nos meus pés), enfiaria meu iPod também, Joanna (minha câmera), meus CD's favoritos (The Fallen, The Open Door e A Night At The Opera) ...tudo o que eu achar importante. Iria até a rodoviária, compraria uma passagem pra Deus sabe onde e depois, adeus, Fim De Mundo.
Quem dera que tudo fosse fácil assim... quem dera ser tão corajosa para realizar tal ato... sei que se eu fizesse isso, minha mãe teria um surto, assim como meus avós. Meu pai... é, ele não sentiria minha falta tão cedo. Já não digo o mesmo das minhas gurias... eu as manteria informadas sobre o que aconteceria comigo.

Ok, voltando à realidade (aquela onde eu não sou uma eremita de quase 16 anos) e analizando os fatos atuais: eu estou morrendo de vontade de tomar café, acho que estou na TPM ou algo assim pra estar tão "tensa" e estou com uma frase que poderia ser considerada inspiração para muitas idéias filosóficas...
Bom, já cansei vocês demais com isso.

do svidaniya, Clara Ferreira

PS> a frase é "as pessoas me surpreendem todos os dias, mas eu queria que metade dessas surprezas fossem boas". (Clara Ferreira)

PSS: parabens pra Aninha que faz aniversário hoje (: Amo você, tigreza *rawr*. Parabens

sábado, 29 de maio de 2010

Caixa de Música, Caixa sem Som

Acordei hoje de manhã, 29/05, e estava tomando meu café quando me ocorreu um pensamento interessante "como seria se os nossos sentimentos pudessem ser retirados de uma hora pra outra de dentro da gente?".
Vejam bem, os sentimentos, ao invés de serem abstratos e duradouros (pra não falar de alguns que são eternos) podiam ser concretos... como objetos. Um colar, uma pulseira, o que for. Podiam ser pegos, usados e retirados. Já pensaram o quão a vida ia ser prática? Quando estivesse nos favorecendo, seriam mais do que bem-vindos, mas quando começassem a nos incomodar, poderíamos retirá-los com a maior das facilidades.
Sem dor.
Sem rancor.
Sem meses (a até anos às vezes) de terapia por causa disso.

Mas, esperem, a melhor parte ainda está por vir: você não precisa se sentir mal por isso, porque você também pode tirar isso de você, já que seria um sentimento *.* Ia ser T-Ã-O mágico <333333
E, tem também um bonus: como seriam objetos, você não precisa se desfazer deles permanentemente. Você poderia guardá-los. Em um porta-jóias, em uma caixinha de música, o que quiser. Eu guardaria os meus =))) e você???




meu bebê hihi (acho que já deu pra notar que eu tenho tipo uma cordilheira por estampas xadrex rsrs) do svidaniya, Clara Ferreira

domingo, 23 de maio de 2010

Sweet Clouds

Eu acabei de ver a 3ª temporada de uma das melhores séries de animê E-V-E-R (meus cumprimentos ao meu amigo quem me indicou. Obrigada =3). Nela, se debate muito a questão de como é o Inferno e o Céu (bom, muito mais o Inferno do que o Céu). Mas, isso me fez refletir sobre ambos. Cheguei às seguintes conclusões:

1ª- o Inferno é um lugar que as pessoas que REALMENTE não têm volta devem ir. Não há pulgatório que dê jeito nelas e o Inferno é o lugar onde elas enfrentam tudo e todos que fugiram enquanto estavam vivas... assim, elas vão continuar afundadas nos piores sentimentos que algém podem sentir.
É, não é algo que desejamos para alguém.

2ª- O Céu é um conceito que fora inventado como uma forma de "recompensa" que ganharíamos se formos bons aqui na Terra. Faz sentido. Uma criança se comporta e os pais dão uma balinha de morango ao invés de uma surra.
Realmente, é algo melhor para se pensar (principalmente se bolarmos planos a longo prazo como anos...décadas ou até mesmo a eternidade).

De uma coisa é verdade: estamos aqui de passagem. Não podemos negar isso. Os cientistas tentam descobrir uma forma de adiar o inevitável, mas não conseguem. As pessoas não vão viver para sempre. Ponto. Acabou.
Eu até penso em como é do outro lado... penso que é bonito (claro que se eu vou pensar em uma coisa dessas, vou preferir pensar no Céu e não no Inferno, né, gente? .__.). Penso que é, de fato, uma recompensa.
Na minha opinião, há um Céu para cada um de nós. Afinal, se é uma recompensa eterna, é justo que ela seja de nosso agrado. E, considerando que o conceito de "felicidade" é extremamente relativo... acho que já entenderam.

Enfiiiim, não sei como seria o vosso Céu, mas eu penso que o meu vai ser bonito. Pra mim, pelo menos.
Durante o dia não teria um Sol, apenas uma luz vinda de algum lugar distante que iluminasse tudo por igual. Haveria sempre conversas no ar (menos quando se quisesse o silêncio) e haveria sempre alguém disposto a me dar um abraço.
Eu moraria em uma casa que ficaria na divisa perfeita entre um lago e uma cidade. Teria vista para ele quando estivesse escrevendo minhas histórias e acordaria de frente para ela, pois no meu quarto haveria uma janela que ocupasse a parede inteira.
À noite ia ser a coisa mais linda. Estrelas. Amo ver estrelas. E não estariam em meio a um preto... seria um azul marinho. Elas seriam tantas que pareceriam formar "piscinas brancas" acima de mim.
Eu teria sempre perto de mim minha família e meus amigos. Nos veríamos todos os dias, mas quando eu quisesse ficar sozinha eles "casualmente" não apareceriam, apenas quando eu precisasse.
Oh, quase me esqueci: haveria, em algum lugar, um espaço como uma biblioteca. Sem computadores e nem nada to tipo... apenas livros. Milhares, milhões, bilhões deles. Cada um com um tipo de assunto diferente. Assuntos, não. Respostas. Cada um conteria uma resposta sobre uma das muitas infinitas perguntas que temos.
Eles estariam divididos entre Pessoas e Coisas. A área das "Pessoas" seria assim: cada livro contaria a história de uma pessoa. O que ela era, como ela foi, onde vivia... essas coisas. E o das "Coisas" seria onde teriam essas respostas.

E giraria em torno disso... Acho que poderia me acostumar sem maiores problemas com essa realidade.

Vou dormir. Do svidaniya, Clara Ferreira

What If...

Você já se perguntou "como seria se..."
Pergunta cretina essa. Aposto que sim. Todos nós já nos perguntamos como seria se algo (não) tivesse acontecido.
Mas, precisamente, eu acho que nem todos se perguntaram "como seria se eu não existisse?" ou "como seria se eu não fosse eu?".
Eu já.
Não que eu não queria existir nem nada disso... gosto do jeito que sou, até. Mas, não nego que fico curiosa.
Eu vejo em alguns filmes e séries o personagem tendo uma visão de "um mundo sem ele" e fico me imaginando como seria se isso acontecesse comigo.
Volto a dizer: não estou reclamando da minha vida. Ela é muito boa e eu gosto de como eu a levo. Gosto de quem está comigo, gosto das coisas que tenho, gosto até dos imprevistos que acontecem ao longo dela... eles são suportáveis. Aturáveis eu diria.
Mas, mesmo assim, eu não deixo de ficar pensando às vezes "como seria se eu não existisse?" Será que mais alguém já fez esse "exercício de epifania"? (acho que depois dessa ficou constatado que vejo muitos filmes e séries). Eu queria saber...
Eu até imagino... mas com isso, vem outra pergunta na minha mente "será que seria mesmo assim? Não seria diferente?"
São respostas que eu imagino ter algum dia...

do svidaniya, Clara Ferreira