quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Converses Jogados Pelo Chão Do Quarto Não Chegam A Ser Feios
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Somos Tão Burros A Ponto De Falarmos Mal De Nós Mesmos E Nem Nos Darmos Conta Disso
domingo, 8 de agosto de 2010
Danny Elfman Fará C-O-L-E-T-A-N-Ê-A-S Em Minha Homenagem *O* (not)
"Seguimos caminho até a casa da garota chamada Anne (na boa, dividimos meu fone de ouvido hoje e deu pra ver que a menina gosta das mesmas músicas que eu, mas toda vez que eu olho pra ela, eu me lembro da cena dela com o prof. Lucas e aquilo me deixa... envergonhada). Chegamos lá e tocamos a campainha. Algum tempo depois, uma garota de estatura alta, cabelos morenos lisos batendo nos ombros e olhos verdes cobertos por maquiagem (tá certo que nesse quesito, eu não sou ninguém pra falar nada) saiu com um sorriso no rosto.
- Oi, gente – falou, alargando seu sorriso. – Eu ainda tenho que escolher o sapato, então podem entrar – ela soltou uma risada enquanto ia casa adentro.
Olhei para Matt que me encarava com uma cara de “não vai entrar?”. Suspirei e comecei a caminhar.
Subimos as escadas e nos deparamos com um corredor. O corredor, muito espaçoso e com várias portas, dava para um cômodo com portas duplas (por onde Anne havia entrado). Entramos e ficamos deslumbrados.
Na boa, quando você entra no quarto de uma menina que se comporta que nem a Anne, você acha que vai enfrentar uma overdose de coisas cor-de-rosa, cremes, trocentas roupas e o diabo a quatro... mas não foi isso. Não foi nada disso. Havia pôsteres. Mas não pôsteres de bandas toscas e que só falavam de coisas melosas e ridículas nas letras, e sim pôsteres de bandas como Nickelback, Queen, The Beatles e Elvis Presley. Como se não bastasse, os CDs iam de What Is Love? do NeverShoutNever! até Motion In The Ocean do McFly. Também dei uma rápida olhada nos livros. Ela tinha todos os exemplares de Harry Potter. Essa garota é uma geek, só pode ser."
"Espera um meio minuto" (Tigrão)
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Não Desistam De Mim, Pois Eu Ainda Não Desisti De Vocês *0*
Capítulo 46:
Sara:
Depois de uma cena – muito tensa, por sinal – do almoço, podia-se ver que, na aula de História, Gabriel ficou seriamente abalado com aquilo. Eu insisti em pedir desculpas algumas vezes em nome de Matt, mas ele sempre desconversava e falava que não era nada demais. Com o tempo, eu vi que ele estava apenas sendo infantil, afinal, Matt é um idiota (atualmente, um idiota lindo, charmoso e que sabe tocar bateria, mas ainda assim, um idiota) que não sabe nem cumprir uma promessa. Deus do céu, é tão difícil se comportar por meros dois meses?
O pior foi depois disso.
Quando o sinal mais agradável do dia (hora da saída) tocou, eu só tinha que pegar meu livro de Matemática no meu armário para ir pra casa. Isso seria muito simples... se eu não tivesse esbarrado com o Sr. Evans no meio do corredor.
- Srta. Owl – falou, sorrindo casualmente e coçando a cabeça. Notei que ele usava um suéter verde musgo com gola V, jeans e um All Star e carregava alguns livros – eu gostaria de falar com a senhorita, se possível.
Tentei reprimir uma careta (sem sucesso) enquanto via ele levantar uma das sobrancelhas lindas para mim. Pigarreei para responder.
- Claro – falei, sabendo o que me aguardava: uma conversa sobre um assunto que eu não gostava nem de lembrar.
Prof. Lucas sorriu um pouco mais à vontade e fez sinal para eu ir andando à sua frente, a caminho da sua sala. Respirei fundo, arrumei a mochila no meu ombro e fui andando.
Quando chegamos lá, ele fechou a porta e eu tratei de me sentar em uma das primeiras cadeiras da fileira do meio enquanto ele colocava os livros em cima da mesa do professor. Ele olhou para mim e foi se aproximando.
- Sara – gelei quando ele me chamou pelo primeiro nome. Senhor, será que ele ia querer me agarrar que nem ele fez com a Anne? Será que tudo o que ele disse pra ela era mentira? Será que ele e um pervertido, um verdadeiro galinha e aproveitador de alunas inocentes? Será que eu ainda tenho spray de pimenta na minha bolsa? Ai, meu Deus, eu não quero dar para um professor! (mesmo que seja para o gostoso do Sr. Evans)
Engoli a seco e endireitei o tronco para falar.
- S-s-sim? – Gaguejei. Tonta.
Sr. Evans começou a andar de um lado para o outro da sala e depois de algumas voltas, finalmente parou e olhou para mim (coisa que demorou algum tempo).
- Eu não quero que pense algo ruim de mim – confessou, franzindo a testa. Parecia que ele procurava um jeito de não se enrolar com as palavras – no entanto, eu sei que você me ouviu semana passada com a srta. Wooneri.
Contive um riso. Na boa, depois de tudo o que aconteceu entre os dois, chega a ser cômico chamar a Anne de “srta. Wooneri”
- Entendo – falei séria.
O Sr. Evans continuou.
- De qualquer forma, eu gostaria de pedir para... manter a descrição quanto a isso.
Relaxei. Confesso que até sorri.
- Por favor – pediu o Prof. Lucas – eu realmente gosto da Annie. – Ok, o modo de como ele falou o apelido da Anne, foi algo muito fofo. – Eu quero ficar com ela e tinha o plano de conquistá-la logo depois da formatura, mas desde que comecei a dar aula pra ela, ela simplesmente não sai da minha cabeça.
Revirei os olhos (pelo fato de ter visto e ouvido essa frase tantas vezes em tantos outros lugares) e aumentei meu sorriso.
- Professor, acredite quando eu digo que ela gosta tanto do senhor quanto o senhor diz gostar dela – lembrei nesse momento da conversa que tive com Anne na semana anterior.
O Sr. Evans sorriu.
- Ah, Sara, isso me deixa tão feliz – confessou. E então, ele ando até a sua mesa, abriu um dos livros e tirou um envelope relativamente grande. Colocou-o em cima da minha carteira.
- Mais uma coisa – falou. – Poderia entregar pra ela? – Pediu, com um sorriso de criança.
Olhei para o envelope e vi uma caligrafia comum e fácil de se ler. Assim que bati os olhos, consegui entender as três palavras que estavam ali:
Para minha Annie
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Orgulho vs. Saudade (façam suas apostas)
Para Alguém Que Sabe Do Que Estou Falando
Eu queria que as coisas fossem como antes. Mesmo. Queria poder chegar em casa, ligar o computador e ver aquele quadratinho no MSN verde. Verde e não cinza. Eu queria não ter me distanciado e não ter sofrido tanto com isso.
Eu queria que ficássemos como éramos antes. Cúmplices, confidentes, irmãs. No entanto, parece que aquilo nem existe se nos basearms no presente para resumir o passado como um futuro.
Parece que não foi real e que não teve o mesmo significado. Todos os "mais" não quiseram dizer nada? Para mim, sim. No entanto, acho que EU era quem estava certa no fim das contas.
Não quero parecer ingrata ou aquela pessoa que abandona tudo, mas desde que nos falamos pela última vez sobre isso eu tenho pensado MUITO sobre o assunto. E eu vejo que ninguém fez nada para que o hoje fosse um hoje diferente. Apenas deixamos as coisas acontecerem e quando vimos POOF! mal contávamos as coisas.
O que começou com algo tão lindo e verdadeiro, se tornou algo esqucido e frágil... eu não queria de jeito nenhum que fosse assim. Não mesmo. Não é justo com ninguém que isso aconteça.
E, por outro lado, eu gosto de como as coisas estão agora também. Estão mais naturais e ao mesmo tempo, são novas (para mim, pelo menos). É como se tivessem que ser assim...
Já perdi alguém assim uma vez e não lamentei muito sua perda, mas agora as coisas são diferentes... a pessoa é diferente, os valores são diferentes, o grau de intimidade é diferente, as confidencias são diferentes, os desabafos, as verdades, os momentos, os assuntos... TUDO é diferente.
Só queria reviver os momentos e fazer com que eles se encaixassem ao presente... eu poderia me acostumar com isso.
do svidaniya, Clara Ferreira