quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Converses Jogados Pelo Chão Do Quarto Não Chegam A Ser Feios

Como eu já expliquei antes, sou extremamente bipolar... eu comecei a noite cansada, mas isso foi só o começo...
Eu havia postado que as pessoas à minha volta não influenciam TANTO assim o meu humor... eu estava errada.
Exemplo: falar mágicos 10 minutos com Barney no telefone é algo que me deixa muito feliz... e com saudade.
Outro exemplo: minha mãe não coopera para minha calma de espírito. Acho que alguém tem que falar para ela (e para vários outros pais) que nós, adolescentes, somos geneticamente programados para fazermos cagadas durante essa nossa fase. Gente:

~~~~~~~~~~~~~~DEIXEM A GENTE SER FELIZ!!!~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

E olha que eu até me considero uma adolescente muito sensata. Sou uma adolescente velha (não me recordo se já usei esse termo aqui, mas aqui está). Eu sei o que eu quero, sei como posso fazer para conseguir isso e sei o que posso fazer.
Parece que minha mãe não confia em mim para fazer as coisas. Ela vive dizendo que é aberta à conversa, que é compreensiva e que quer me ouvir... mas sempre que eu falo alguma coisa que não é do agrado dela, ela mal deixa eu terminar minha fala que já vem com quatro pedras à mão. Ela não me deixa viver a minha vida e fazer as minhas coisas.
Eu sei que ela tem também as coisas dela para fazer e não é tudo o que eu peço que vai ter um "sim" como resposta... mas eu só queria que agente chegasse a um acordo de uma forma que não implicasse em: ela falando as coisas pra mim com um ~MALDITO~ tom de superioridade e sarcasmo. Eu me sinto tão mal com isso... Às vezes, eu tenho até vontade de chorar, mas não de tristeza e sim de raiva que passo por causa de tudo isso.
Eu pensei que depois de semana passada as coisas mudariam, que elas ficariam melhores... I wish

Bom, o MSN não entra pra eu falar com minha dyvah, eu to morrendo de sono e amanhã eu vou dormir a tarde toda e quero que o mundo se dane (acho que eu e MJ vamos ter que ver Toy Story 3 em DVD mesmo T.T)

Do svidaniya, Clara Ferreira

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Somos Tão Burros A Ponto De Falarmos Mal De Nós Mesmos E Nem Nos Darmos Conta Disso

Gente, eu tenho MUITA coisa pra fazer, tô cansada e feliz. Muito, muito feliz *O*

Eu tô feliz porque eu achei um lugar nessa PORCARIA de cidade que vende CULTURA. (pelo menos, o que eu acho que é cultura).
Eu tô feliz porque eu F-I-N-A-L-M-E-N-T-E tenho um CD do Danny Elfman;
Eu tô feliz porque talvez eu vou ver essa semana Toy Story 3 (finalmente);
Eu tê feliz porque meu grupo tirou a nota máxima no trabalho de Matemática hoje;
Eu tô feliz porque a minha inspiração (por hora) vai muito bem, obrigada;
Eu tô feliz porque sexta vai ter uma festa ÓTIMA pra eu ir hahaha


etc...

Hoje de manhã eu acordei BEM. Tranquila. Feliz. Em paz. E mesmo assim todos na escola estranharam meu comportamento... Ok, para uma segunda-feira, eu estar como eu estava, até que foi bizarro... mas PQP, eu tinha feito uma parte ÓTIMA da minha história na noite anterior, eu estava com um bm livro pra ler e não havia motivos que me deixaram desanimada...
Any way... sempre tem alguém pra me tirar do sério com comentários toscos, mas eu não me deixei abalar por isso e por isso tudo certo.

Vou passar o que falta da minha história para o Phillip e depois vou dormir (quando você anda pelo centro, sob um Sol de lascar por quase uma hora, você fica cansada).

Comentem aqui, gente... quero voltar à ativa hahaha

do svidaniya, Clara Ferreira

domingo, 8 de agosto de 2010

Danny Elfman Fará C-O-L-E-T-A-N-Ê-A-S Em Minha Homenagem *O* (not)

Acho que desde a Laura do ano passado que eu não me apegava tanto ao emocional de alguém... Acho que com a Anne foi mais forte porque foi o emocional e o físico...

"Seguimos caminho até a casa da garota chamada Anne (na boa, dividimos meu fone de ouvido hoje e deu pra ver que a menina gosta das mesmas músicas que eu, mas toda vez que eu olho pra ela, eu me lembro da cena dela com o prof. Lucas e aquilo me deixa... envergonhada). Chegamos lá e tocamos a campainha. Algum tempo depois, uma garota de estatura alta, cabelos morenos lisos batendo nos ombros e olhos verdes cobertos por maquiagem (tá certo que nesse quesito, eu não sou ninguém pra falar nada) saiu com um sorriso no rosto.

- Oi, gente – falou, alargando seu sorriso. – Eu ainda tenho que escolher o sapato, então podem entrar – ela soltou uma risada enquanto ia casa adentro.

Olhei para Matt que me encarava com uma cara de “não vai entrar?”. Suspirei e comecei a caminhar.

Subimos as escadas e nos deparamos com um corredor. O corredor, muito espaçoso e com várias portas, dava para um cômodo com portas duplas (por onde Anne havia entrado). Entramos e ficamos deslumbrados.

Na boa, quando você entra no quarto de uma menina que se comporta que nem a Anne, você acha que vai enfrentar uma overdose de coisas cor-de-rosa, cremes, trocentas roupas e o diabo a quatro... mas não foi isso. Não foi nada disso. Havia pôsteres. Mas não pôsteres de bandas toscas e que só falavam de coisas melosas e ridículas nas letras, e sim pôsteres de bandas como Nickelback, Queen, The Beatles e Elvis Presley. Como se não bastasse, os CDs iam de What Is Love? do NeverShoutNever! até Motion In The Ocean do McFly. Também dei uma rápida olhada nos livros. Ela tinha todos os exemplares de Harry Potter. Essa garota é uma geek, só pode ser."

"Espera um meio minuto" (Tigrão)

Eu acho que se houvesse algum concurso de "Miss Bipolaridade" eu seria uma forte concorrente... acho que só perderia para a minha professora de Química (na boa, aquela mulher me dá meldo .-.). Eu sou MUITO alterada com as pessoas... não nego que boa parte depende de como me tratam, mas e sinto que muito das coisas que eu faço, são inteiramente minhas. Isso me assusta.
Enfim, minha pequena Poynter vai fazer sua festa de 15 anos nessa sexta e eu vou *O* já tenho até vestido e tudo:



Barney, não será no orkut... será aqui no COMG mesmo haha. E, MJ, a web não coopera, mas a Joanna sim =)

Fico feliz de poder sair um pouco e relaxar... Embora isso signifique que eu tenha que ficar de salto (Anabela) e vestido por um tempo (algumas horas), eu aguento... se eu ganhar risadas, lembranças e diversão, tô dentro.

do svidaniya, Clara Ferreira

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Não Desistam De Mim, Pois Eu Ainda Não Desisti De Vocês *0*

Uma coisa que simplesmente vazou da ponta da caneta durante a aula de Português hoje:



Capítulo 46:

Sara:

Depois de uma cena – muito tensa, por sinal – do almoço, podia-se ver que, na aula de História, Gabriel ficou seriamente abalado com aquilo. Eu insisti em pedir desculpas algumas vezes em nome de Matt, mas ele sempre desconversava e falava que não era nada demais. Com o tempo, eu vi que ele estava apenas sendo infantil, afinal, Matt é um idiota (atualmente, um idiota lindo, charmoso e que sabe tocar bateria, mas ainda assim, um idiota) que não sabe nem cumprir uma promessa. Deus do céu, é tão difícil se comportar por meros dois meses?

O pior foi depois disso.

Quando o sinal mais agradável do dia (hora da saída) tocou, eu só tinha que pegar meu livro de Matemática no meu armário para ir pra casa. Isso seria muito simples... se eu não tivesse esbarrado com o Sr. Evans no meio do corredor.

- Srta. Owl – falou, sorrindo casualmente e coçando a cabeça. Notei que ele usava um suéter verde musgo com gola V, jeans e um All Star e carregava alguns livros – eu gostaria de falar com a senhorita, se possível.

Tentei reprimir uma careta (sem sucesso) enquanto via ele levantar uma das sobrancelhas lindas para mim. Pigarreei para responder.

- Claro – falei, sabendo o que me aguardava: uma conversa sobre um assunto que eu não gostava nem de lembrar.

Prof. Lucas sorriu um pouco mais à vontade e fez sinal para eu ir andando à sua frente, a caminho da sua sala. Respirei fundo, arrumei a mochila no meu ombro e fui andando.

Quando chegamos lá, ele fechou a porta e eu tratei de me sentar em uma das primeiras cadeiras da fileira do meio enquanto ele colocava os livros em cima da mesa do professor. Ele olhou para mim e foi se aproximando.

- Sara – gelei quando ele me chamou pelo primeiro nome. Senhor, será que ele ia querer me agarrar que nem ele fez com a Anne? Será que tudo o que ele disse pra ela era mentira? Será que ele e um pervertido, um verdadeiro galinha e aproveitador de alunas inocentes? Será que eu ainda tenho spray de pimenta na minha bolsa? Ai, meu Deus, eu não quero dar para um professor! (mesmo que seja para o gostoso do Sr. Evans)

Engoli a seco e endireitei o tronco para falar.

- S-s-sim? – Gaguejei. Tonta.

Sr. Evans começou a andar de um lado para o outro da sala e depois de algumas voltas, finalmente parou e olhou para mim (coisa que demorou algum tempo).

- Eu não quero que pense algo ruim de mim – confessou, franzindo a testa. Parecia que ele procurava um jeito de não se enrolar com as palavras – no entanto, eu sei que você me ouviu semana passada com a srta. Wooneri.

Contive um riso. Na boa, depois de tudo o que aconteceu entre os dois, chega a ser cômico chamar a Anne de “srta. Wooneri”

- Entendo – falei séria.

O Sr. Evans continuou.

- De qualquer forma, eu gostaria de pedir para... manter a descrição quanto a isso.

Relaxei. Confesso que até sorri.

- Por favor – pediu o Prof. Lucas – eu realmente gosto da Annie. – Ok, o modo de como ele falou o apelido da Anne, foi algo muito fofo. – Eu quero ficar com ela e tinha o plano de conquistá-la logo depois da formatura, mas desde que comecei a dar aula pra ela, ela simplesmente não sai da minha cabeça.

Revirei os olhos (pelo fato de ter visto e ouvido essa frase tantas vezes em tantos outros lugares) e aumentei meu sorriso.

- Professor, acredite quando eu digo que ela gosta tanto do senhor quanto o senhor diz gostar dela – lembrei nesse momento da conversa que tive com Anne na semana anterior.

O Sr. Evans sorriu.

- Ah, Sara, isso me deixa tão feliz – confessou. E então, ele ando até a sua mesa, abriu um dos livros e tirou um envelope relativamente grande. Colocou-o em cima da minha carteira.

- Mais uma coisa – falou. – Poderia entregar pra ela? – Pediu, com um sorriso de criança.

Olhei para o envelope e vi uma caligrafia comum e fácil de se ler. Assim que bati os olhos, consegui entender as três palavras que estavam ali:

Para minha Annie


Sentia falta da minha inspiração... acho que ela tem algo a ver com estar em paz de espírito, mas isso é assunto para um post sobre teorias individuais e anônimas (por enquanto).

do svidaniya, Clara Ferreira

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Orgulho vs. Saudade (façam suas apostas)

Certa vez eu fiz a seguinte pergunta para o meu diário: quem ganharia uma luta entre o orgulho e a saudade?
Eu não sei dizer ainda, mas eu sei que o orgulho, no meu caso, é vencido pela saudade depois de alguns nocautes.
Vejam bem, eu nao vou mentir agora (ainda mais porque não há motivos para isso): eu estou com medo. Eu quero deitar na minha cama, me cubrir, abraçar meu Garfield e dormir para esquecer do mundo e de todos. Dormir para não chorar.
Amanhã as coisas serão um pouco diferentes do normal... e eu estou apavorada. Só não quero me machucar de novo... Estou sendo besta por querer me poupar de alguém que amo, sabendo que esse alguém pode me machucar?
Eu só peço a Deus força, paciência, calma, proteção e que eu possa ir à intercessão amanhã (ou, ao menos ao grupo sexta feira) para poder me fortalecer e me sentir acolhida.

Última declaração antes de encerrar por hoje:

Preciso do meu amuleto da sorte, de um colo e de um abraço (mas não o colo ou um abraço de uma pelúcia... de um colo e de um abraço de um anjinho)

do svidaniya, Clara Ferreira

Para Alguém Que Sabe Do Que Estou Falando

Eu sei que depois de segunda eu não postei mais nada, mas é que não havia o que postar. Bom, a realidade era que não havia como postar o que havia para postar, pois eu tenho muitas coisas para falar por aqui. Vamos começar, então:

Eu queria que as coisas fossem como antes. Mesmo. Queria poder chegar em casa, ligar o computador e ver aquele quadratinho no MSN verde. Verde e não cinza. Eu queria não ter me distanciado e não ter sofrido tanto com isso.
Eu queria que ficássemos como éramos antes. Cúmplices, confidentes, irmãs. No entanto, parece que aquilo nem existe se nos basearms no presente para resumir o passado como um futuro.
Parece que não foi real e que não teve o mesmo significado. Todos os "mais" não quiseram dizer nada? Para mim, sim. No entanto, acho que EU era quem estava certa no fim das contas.
Não quero parecer ingrata ou aquela pessoa que abandona tudo, mas desde que nos falamos pela última vez sobre isso eu tenho pensado MUITO sobre o assunto. E eu vejo que ninguém fez nada para que o hoje fosse um hoje diferente. Apenas deixamos as coisas acontecerem e quando vimos POOF! mal contávamos as coisas.
O que começou com algo tão lindo e verdadeiro, se tornou algo esqucido e frágil... eu não queria de jeito nenhum que fosse assim. Não mesmo. Não é justo com ninguém que isso aconteça.
E, por outro lado, eu gosto de como as coisas estão agora também. Estão mais naturais e ao mesmo tempo, são novas (para mim, pelo menos). É como se tivessem que ser assim...
Já perdi alguém assim uma vez e não lamentei muito sua perda, mas agora as coisas são diferentes... a pessoa é diferente, os valores são diferentes, o grau de intimidade é diferente, as confidencias são diferentes, os desabafos, as verdades, os momentos, os assuntos... TUDO é diferente.
Só queria reviver os momentos e fazer com que eles se encaixassem ao presente... eu poderia me acostumar com isso.

do svidaniya, Clara Ferreira